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”Fábio Sleiman Deformando Corrimaos” !!!!!!

Posted on 10 outubro 2011 by Nakalada

Fabio Sleiman foto: Heverton Ribeiro

Fábio Sleiman é um nome muito forte na cena do skate brasileiro e mundial, da sua geração ele é dos poucos skatistas que ainda continua na cena como skatista profissional .

Ainda vive andando de skate muito intensamente,  está descendo corrimaos, e pulando grandes escadas que não é fácil para ninguém, nem para os mais jovens.

Ele continua no ritmo há muitos anos viajando por toda Europa participando dos eventos mais importantes e elevando o nome do Brasil com sendo respeitado por onde anda.

Sleiman faz parte da geração de skatistas que limpou o nome do Brasil com tudo de negativo que os gringos criaram sobre nós , pois os gringos entenderam que aqui existe bons skatistas que amam o skate tanto quanto eles.

Ele está aí para contar como foi seu inicio e o que o levou a mudar seu estilo de forma  tão drástica, e continuar mantendo sua mente bem  focado com seu skate, que é mais importante ,andar de skate pensando para frente mantendo-se saudável para ter mais longevidade como skatista profissional.

Lembro de você ainda como skatista amador correndo os campeonatos da ZN Skatepark quais são suas memórias daquela época ?

ZN Skatepark , só quem andou mesmo lá, sabe o quanto era legal fazer a sessão por lá , lembro do Alexandre Ribeiro , sempre andando muito com tanta técnica , Fábio Cristiano ‘’Chupeta’’ , Robson Reco ,Mauricio Fratea’’ Bozo’’, Paulinho Barata, mandava algumas das manobras mais altas nas transições, Jorge Kuge andava sempre na mini-ramp maior , Ari Bason com uma calça moleton de bolinhas coloridas, Tarobinha ,Bob Burnquist e também vários outros skatistas muito bons, e seu Afondo claro (dono da pista ), se eu fosse lá e não tomasse um mupy não era ter ido na ZN sabe (risos) aprendi demais naquela pista , foi ali que peguei base no skate , aprendi a fazer carving de verdade .

Nesta época você já era bem constante, já se destacava, com quais skatistas que você participava nos eventos, e quem ainda está andando de skate até hoje ?

Isso começou em meados de 1991 há 1995 , corriam vários skatistas por lá , sempre lotando os campeonatos da ZN, lembro que viajávamos muito , e ficávamos na casa de amigos , me lembro de uma vez que ficamos em 09 pessoas num quarto muito minúsculo , são essas coisas que a gente nunca esquece .

 

Todo mundo competia junto na mesma categoria nessa época era Kamau , Fabio Luiz , Haroldo Carabeth , Andre Hiena , Sunab , Marcelo Coruja , tinha vários , não vou lembrar de todos !

 

Desses que eu falei , todos andam de skate ainda , o único que eu não sei mais, é sobre o Haroldo Carabeth .

 

Fábio Sleiman correndo o evento de Praga

 

Por que você passou por essa transformação visual de estilo, e também ‘’manobrar ‘’fazia um skate padrão igual seus amigos ,e do nada resolveu apertar as calças fazer manobras agressivas e ouvir heavy-metal ?

 

 

 

Bom, nessa época todos sabiam que eu ouvia rap , mas poucos sabiam que ouvia também rock .  Nessa época eu andava de um jeito que não era exatamente o jeito que eu gostava de andar mesmo , mas eu ate entendo isso,eu queria andar sempre igual a todos , se o cara estava mandando a manobra x, eu via e queria acertar a manobra também, tipo querer andar fazendo manobrinhas do momento sabe , chegou uma hora que eu pensei comigo . Cara vou andar do meu jeito , não quero, e não preciso agradar ninguém , se alguém gostar  legal , se não gostar não posso fazer nada , mudei meu estilo,pois era exatamente o estilo que eu achava legal para mim, eu me sentia bem . Lembro que estava na Itália ,eu ia num casamento de um amigo italiano , dai acabei comprando uma calça mais apertada, para ir nesse tal casamento e vi depois que era possível andar de skate com essa calça, e aí comecei a usar , lembro que aqui no Brasil o único que eu via usando calça apertada era o Ari Bason .

Quando eu chegava nas pistas com aquela calça apertada , todos ficavam me olhando estranho , mas eu não estava nem aí, eu que estava me sentindo bem , e hoje todos usam calças apertadas .

 

 

 

Você acha que valeu a pena para sua carreira sua mudança,e como ficou as pessoas que admirava você antes de toda a sua transformação no estilo ?

 

 

 

Foi o que eu falei , eu não estava mais preocupado em agradar ninguém , eu estava mais preocupado comigo , na real se falaram mal de mim,ou não, ou não entenderam nada, daquele meu estilo, eu não estava nem aí . Sobre valer a pena na carreira , acredito que eu tenho uma carreira solida , sempre andando de skate , viajando , me sinto bem hoje comigo mesmo , faço meu role , estou sempre viajando , tenho bons patrocínios e pessoas que acreditam no meu skate !

 

Como foi descobrir a Europa e ver que seu trabalho estava sendo reconhecido como foi sua experiência nesses eventos ?

 

Foi ótimo ter ido para Europa , em 1996 foi o primeiro ano , Eu aqui, Biano , Ricardo Carvalho , Nilton Urina , Coelho , Danielzinho Arnoni , Sandro Dias ( Mineirinho ) ,  Schumaker, Italo ( falecido ) , China de Santo André , foi muito style . Aprendi muito nesses eventos , a andar em tudo ,pois via os os skaters andando e passando por vários obstáculos , faziam de tudo , não é igual hoje , que os skatistas andam somente num obstáculos e na maioria das vezes não sabem nem fazer um carving ou até mesmo não sabem andar em mini ramp, e estão querendo ser profissionais,ou aprendem meia dúzia de manobras, e acha que é o cara .

Fábio Sleiman foto : Heverton Ribeiro

Nesta época tinha uns caras que tinham o estilo parecido com o seu, como Chris Seen , Brain Patch ,Tim Brauch entre outros , você sentiu que seu skate caminhava na direção certa, suponho que você se identificava com eles também?

Com certeza , esses são os caras que eu me identificava , esse era o estilo que eu tinha e que me gostava realmente de andar , fazer as loucuras , e somente para mim .

Skatistas como : Donny Barley , Chad Bartie , Chris Seen , Tim Brauch ( falecido ) , Brian Path voava muito alto , Mike Vallely Chat Childress entre outros, eram e são os meus preferidos ate hoje .

Todo mundo fala que na Europa têm muito ‘’afetado’’ qual foi a coisa mais louca que você viu por lá ?

Bom , no skate as loucuras que eu fiz foi meio punk , ou ver skaters andando pelado fiquei de cara ,o locutor chamava o cara para correr, e o cara tirava toda roupa e fazia

sua volta inteira peladão, Bill Weiss era um desses afetados ,no geral na rua ,e tal, acho que em todo lugar existe loucos.

Como foram os eventos de Praga , dizem que geralmente rolava umas raves junto do evento, e umas européias perdiam a cabeça ,você chegou correr algum evento assim ?

Eu sempre corro Praga há anos , e sempre foi assim , termina o campeonato ,e, automaticamente já esta rolando um som no  bar que fica atrás das arquibancada , corri outro também em Amsterdam, que o campeonato foi dentro de uma rave , mas esse foi apenas em um dia , foi  ano passado (2010) rolou um campeonato na Inglaterra que tivemos que dormir dentro de cabanas e foi dentro de uma rave , foi meio punk , muito barulho , só doido, e a gente querendo dormir . A galera em geral sempre se perde nessas festas malucas .

 

Como foi aquele tombo da abertura do vídeo 411, que você queria pular de cima da plataforma do Half de ollie , quando pulou caiu entre a grade ,quanto tempo você ficou internado no hospital ?

Esse ollie foi na Dinamarca , a grade estava muito afastado do half, e não consegui pegar a velocidade certa , mas logo depois que caí na grade peguei meu skate, e fui de novo , colocaram a grade mais próximo do half e eu fui de novo , cai em cima do skate perfeito ,mas o impacto foi tão grande que o shape quebrou . Na imagem parece que pegou bem naquele lugar , mas nem encostou , eu coloquei o pé para tombar a grade mas ela não tombou , minha perna ficou vermelha na lateral do lado de dentro da perna , apenas isso , no outro dia estava andando de skate normalmente .

Quantas fraturas você obteve durante esse todo tempo que você está descendo grandes escadas, e enormes corrimaos?

Nunca quebrei absolutamente nada !

Você nunca pensou que o pior pode acontecer, como sofrer um acidente sério, e você pode mensurar se o seu salário, sobre suas manobras nos precipícios  se jogando, o salário que você recebe vale a pena tanto risco?

Eu não faço isso por dinheiro nenhum , somente para mim , para meu ego , e todas vezes que eu fui , em nenhuma das vezes eu fui com medo, e sempre tenho conciencia do que estou fazendo realmente , isso é muito importante para se jogar .

Para se auto-flagelar tanto assim imagino que você têm seguro de vida de 01 milhão de reais ?

Nada disso (risos) ! apenas muita vontade de andar de skate , andar como se fosse o ultimo dia da minha vida, mais ou menos assim , quero andar , andar e andar , fazer o extremo , eu me sinto bem assim .

Fabio Sleiman

 

Provavelmente você é o único skatista do mundo que desceu o corrimão mais insano da Califórnia, o El Toro, de Switch-Rockslide lembro que o Bolota comentou quando você tinha acabado de descer, o fotográfo/skatista era o Jaya Bonderov saiu alguma foto em revista gringa ?

Isso mesmo , sou o único brasileiro que desceu o El Toro, e o único do mundo que desceu de Switch , foi muito louco esse dia , me lembro de tudo , Eu , Chad Fernandes , Greg Lutzka , Ferrugem , Piolho , Michel Simonetto , Johnny , foi o Jaya Bonderov que fez a foto sequência , a foto nao saiu em nenhuma revista , talvez porque eu não tinha um patrocínio gringo na época , sei lá , mas saiu no vídeo Digital.

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O que você mentaliza quando está descendo esses corrimaos qual é técnica que está dando certo a tantos anos, além da base de skate ?

A técnica é saber realmente o que você vai fazer , medir espaço , velocidade mirar bem onde o skate vai cair no corrimão . Faço academia há anos , tenho um treinamento muito bom, que trabalha alem da força , concentração e equilíbrio , isso me ajuda muito a manter tudo isso .

Quantos dias você fica de molho depois de pular uma escada, ou descer um corrimão grande, qual foi o pior corrimão que você desceu em toda sua vida ?

Com certeza o El Toro , me deu trabalho esse viu ,(risos) e o branco que foi capa na Revista Tribo com foto de Heverton Ribeiro, e imagens do Andre Genovesi, ele que me deu muita força , eu estava quase desistindo e ele falava : vai lá que você vai acertar , esse foi em San Bernardino – California .

Quantos anos ainda você se imagina fazendo isso, se jogando pelos abismos ?

Sim , enquanto estiver pernas vou continuar no mesmo estilo , estou me mantendo saudavel para que isso continue por muitos anos , eu sei que eu consigo ,pois tenho um grande conjunto que carrego comigo há anos ,não fumo, não bebo , não uso drogas ,não saio na balada , Faço academia todos os dias , Como bem e durmo bem , tenho uma vida totalmente saudavel , eu gosto de viver assim , e sinto quando eu vou andar de skate , sempre disposto , não tenho dores no corpo , com esse conjunto eu vou longe ainda , fazendo o que eu mais gosto de fazer na minha vida , SKATEBOARD !

Você têm uma opnião sobre o mercado do skate , nunca o mercado vendeu tantos skates e cada vez mais existem mais profissionais desempregados você imagina o que acontece , até novos profissionais de vertical como Marcelo Bastos estava sem patrocínio pouco tempo atrás?

O MERCADO CRESCEU MUTO , O Skate CRESCEU MUITO , HOJE é NORMAL UMA CRIANÇA TER UM SKATE, COMO é NORMAL UMA CRIANÇA TER UMA BOLA ENTENDEU , SE AS MARCAS DE SKATE ACREDITARem em  nos skatistas .

Fábio Sleiman foto : Heverton Ribeiro

ELAS VAO TER O RETORNO E ISSO ELes  SABEM , MAS QUEM TEM QUE MELHORAR TAMBEM NISSO TUDO é O SKATISTA , SABER SE IMPOR  com postura bem profissional, SABER SENTAR conversar numa MESA E CONVERSAR DE IGUAL PARA IGUAL E NAO FICAR SO FALANDO MANO pra CA, E MANO pra LA , PRECISAM FALAR LEGAL , APRENDER MANDAR UM EMAIL , AJUDAR NO CRESCIMENTO DA EMPRESA DANDO IDEIAS E AJUDANDO EM NOVOS PROJETOS ,SE CHEGAR LA, FALANDO NOIS VAI, E NOIS VEM, A MARCA VAI FALAR : DA UMS PEÇAS PARA ELE que está BOM DEMAIS .

Qual foi o motivo que levou você a fechar a sua skateshop ,vejo que existe um monte de gente fora do mercado prosperando com mercado de skate ,e você que vive na cena preferiu deixar de trabalhar no meio que vive ?

EU ERA SOCIO COM os MEUS PRIMOS , QUASE NAO TINHA TEMPO DE IR ATE A LOJA , ESTOU SEMPRE VIAJANDO E ANDANDO DE SKATE. PRATICAMENTE TODOS OS DIAS, DAI ELES QUERIAM PASSEAR E TAL , FAMILIA, ter FINAL DE SEMANA, e TINHAM QUE FICAR NA LOJA , DAI RESOLVEMOS FECHAR , FOI MELHOR ASSIM .

Quantos models de tênis você já lançou pela Qix , e qual são as novidades de marketing envolvendo seu nome,ouvi dizer que você vai fechar com um novo patrocinador ?

TIVE 3 MODELOS DE TENIS pela Qix .

MEUS MAIS NOVOS PATROCINIOS SÃO: VANS E STAND UP , TENHO TAMBEM , CONEXXION WHEELS , SUBVERT SKATEBOARDS ( MARCA DA ALEMANHA ) E ACADEMIA COMPANHIA ATHLETICA e Skate Mundo , responsável por atualizar meu blog.

Quantos comerciais de TV você já fez , o cachê é bom , você têm uma agência que apresenta você para as empresas quando as mesmas desejam fazer algo com skate ?

JA FIZ APROXIMADAMENTE 20 A 25 COMERCIAIS , TEM CACHE BOM E TEM AQUELES MAIS BAIXOS também . EU SOU AGENCIADO E ESTAO SEMPRE ME CHAMANDO PARA FAZER CASTING , EU ADORO VIVER OUTRAS COISAS FORA DO SKATE ,POIS NEM TODAS AS VEZES OS TESTES SAO COM SKATE , COMEÇEI A FAZER COMERCIAIS QUE EU NEM APARECIA COM SKATE , E COMECEI A CURTIR DESSA FORMA TAMBEM , POIS APRENDI E ESTOU APRENDENDO A VIVER NOVAS COISAS.

O que você achou do Heath Kirchard se retirar do profissionalismo ?

OS AMERICANOS SAO ASSIM , ELE NAO FOI O PRIMEIRO , ELES DESENCANAM DE COMPETIR ,OU PARAM POR ALGUM PERIODO E VOLTAM , OU VAO TRABALHAR COM QUALQUER OUTRA COISA, E CONTINUAM ANDANDO . NAO CURTI , GOSTO DO ROLE DO CARA , ESTILO BOM , BOAS MANOBRAS , UM SUPER SKATER .

 

Você é skatista a 24 anos e é um dos profissionais de carreira mais sólida no Brasil ,já pensou em trabalhar atrás da mesa como marketing de alguma empresa ?

 

NAO ME IMAGINO TRABALHANDO TAO CEDO NESSE ESQUEMA , ME VEJO ANDANDO DE SKATE POR MUITOS ANOS E MUITOS ANOS , VOU CONTINUAR COM MEU CONJUNTO QUE EU FALEI UM POUCO ACIMA PARA VER ATE ONDE EU CONSIGO ANDAR E DE QUE FORMA QUE EU CONSIGO ANDAR , MAS O MAIS IMPORTANTE é ANDAR PARA VOCE , SE VOCE FICAR FELIZ COM O VENTO NA CARA , COM UM GRIND OU UM CARVING ANDE DE SKATE , SOMENTE PARA SEU EGO . TALVEZ ter MINHA MARCA, EU TENHA QUE SENTAR ATRAS DE UMA MESA, E TRABALHAR PARA MINHA MARCA .

SKATE TILL THE END . . .

 

Agradecimentos especiais ao Heverton Ribeiro

 

Entrevista : Jorge Costa

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Bob Burnquist é competitivo na virada esportiva 2010

Posted on 24 novembro 2010 by Nakalada

Bs Crew foto : Heverton Ribeiro

Skate no Museu virada esportiva

Sobre as margens plácidas do Ipiranga  rolou pelo segundo ano consecutivo a virada esportiva no Museu com skate, um campeonato voltado para a diversão  .   Organizada pela ONG Ação Concreta e a marca Posso e Etnies  , as provas eram voltadas para High Jump , onde Fábio Castilho , lançou um belo 360 flips , por baixo do obstáculo que todos saltavam,a manobra passou enbaixo e o corpo por cima , muito criativo .

Cauê Rodrigues local do Ipiranga finalizou a marca de 1 metro e 20 cm ,mostrou muita constância nos saltos , Gian Naccarato e André Genovesi  são muito estilo, e Marcelo Formiga com seu body varial high jump tamben surpreendeu .

Nos Ollies Gian Naccarato entrando de switch ollies Genovesi iden , tirou a galera que fazia ollie na base , Willian Seco  acabou vencendo na sua base mesmo  .

Enquanto isso outra prova já estava pronta , e outros loucos começavam a se jogar , Wolney Santos atravessou de Bauru para São Paulo ,mostrou poderosos ollies , enquanto o americano Chris Franzen ia se jogando igual uma bala trombando com  vários caras fazendo diversos striks igual no boliche .

A rampa do drop que era usada para ganhar velocidade, acabou amolecendo a estrutura durante a sessão, prejudicando Fábio Sleiman,André Genovesi ,Wolney e Chris Franzen .

Rumando para os finalmente , só restava o Jump Ramp , com Mauro Mureta, Laércio Lupa ,Biano Bianchin, e uma dezena de loucos ,Gian Naccarato brilhou com um nollie melancolie , e formiga iden , as manobras mais style foram airwalk no foot do Lupa , o Stailfish do Ragueb Rogério , e o Switch stailfish do Bob Burnquist , ele é muito competitivo e não precisa participar , mas não têm problema , o cara é style , participando deu prestigio ao evento .

- Jorge Costa

Ragueb foto: Heverton Ribeiro

 

Ragueb foto : Heverton Ribeiro

Bob Burnquist foto : Heverton Ribeiro

 Fotos : Heverton Ribeiro e Anderson Tuca

Saiba mais :http://triboskate.globo.com/whatsup.php?id=3619

 http://espnbrasil.terra.com.br/skate/noticia/161237_SKATE+NO+MUSEU+RESGATA+PASSADO+DO+SKATE+BRASILEIRO

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Sleiman sobrevoando Osasco

Posted on 01 novembro 2010 by Nakalada

Fábio Sleiman  Foto : Camilo Frezza

Fábio Sleiman Foto : Camilo Frezza

”Decidi  fazer uma sessão na skatepark de Osasco ,  muito style  a pista , mas encontra-se com um pouco de buraco, em algumas partes do chão , está meio detonado , mas  é  possivel andar de boa , adorei a pista .
Têm uma aréa de street bem legal e um snake que dá para fazer carvings e varios aéreos . ”

- Fábio Sleiman

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Entrevista : Heverton Ribeiro

Posted on 10 agosto 2010 by Nakalada

O Jovem fotografo Heverton Ribeiro é muito conceituado no mundo do skate brasileiro e americano .

Em alguns anos de trabalho Heverton , já tinha amadurecido no seu trabalho no mundo da fotografia digital.

Ele teve a oportunidade de aprender muito rápido , conheceu as pessoas certas como Otávio Neto e Shin Sikuma .

Focado no seu objetivo, e com sua câmera em punho,na época já contratado como fotografo da Revista Tribo Skate ele evoluiu.

Enquanto nós podemos imaginar que Heverton está indo numa direção , pode ter certeza que ele já está fazendo muito mais além doque imaginamos.

Quando já estava numa boa fase profissional no mercado do skate brasileiro , Heverton canalizou energia positiva em sua vida .

Foi quando foi escolhido para fotografar a tuor da Dvs Shoes no Brasil , ele ”sacou ”a oportunidade que vinha até ele naquele momento.

E não se intimidou com a responsabilidade  de trabalhar com um time de gringos, e a recompensa foi produzir a matéria inteira da tuor DVS na revista The Skateboard Mag.

Ele faz parte de uma nova era de profissionais , da fotografia digital , que talvez tenha ficado mais fácil, para ele mostra seu trabalho em qualquer lugar que ele possa estar, assim como sua mente para achar ângulos inusitados para fotografar.

Entrevista : Jorge Costa

Revisão : Giane Costa

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Heverton Ribeiro

 

JC:  Indo direto ao assunto, conte um pouco da sua história como skatista e de como  começou envolver-se com a fotografia, qual era o equipamento que usava no início ?

Heverton: Em 1987, eu estava passeando com minha mãe, e passei em frente uma loja de skate na Zona Leste de São Paulo. Entramos para perguntar o preço de um skate.   Mas era muito caro (risos), então ,voltei pra casa com uma única missão: montar meu skate.   Não importava o que acontecesse eu ia montar meu próprio skate.     Achei uma chapa de compensado de madeira, meu irmão mais velho tinha uns patins da topper. Aquele que é um tênis em cima de uma base de ferro parafusado (risos ). Então, pedi para   que ele me desse os patins,mas,  tive que fazer um skate pra ele (risos).   Serrei  o compensado no vizinho para cortar .  Cortei a base dos patins ao meio e parafusei no compensado sem lixa, depois pintei com spray vermelho, o skate ficou tão ruim e fino que nem dava pra pegar impulso, mais com esse skate aprendi a rodar 360 no chão, nessa época eu tinha 7 anos de idade.

Andei de skate direto quase todos os dias  de 1987 até 1999.   Nessa época fiz uma viagem para a Europa. Sozinho,  para a França, comprei uma câmera fotográfica num supermercado, uma Minolta que era a prova d’água.    Eu a usei  durante toda a viagem e mais uns dois anos.

Depois comprei uma máquina semi- profissional da Cannon ,com uma pequena lente comecei a fotografar com ela,  alguns aniversários de criança e jogos de futebol amadores, assim, além de aprender mais, ainda conseguia fazer algum dinheiro pra comprar outros equipamentos.

Bob Burnquist foto: Heverton Ribeiro

JC:Você apareceu lá na Tribo , quando a sede era em Santana, nesta época você buscava alguma coisa especifica? O que rolava naquela época?

Heverton:  Quando comecei a fotografar  e depois ao ir  à revista  Tribo, já estava sábio (já estava consciente do que sabia). Eu queria ser fotógrafo , e  nada ia me  desviar do meu   objetivo. Pois, nessa época, já tinha  um filho pra sustentar ,então não podia ser mais uma brincadeira pra ver o que ia acontecer.

JC:Você teve uma experiência  fazendo alguma escola técnica de fotografia? Ou fazia fotos de casamento e andava de skate  e resolveu tornar-se fotografo  ?

E: Não, nunca fiz  curso em nenhuma escola técnica, nem fotos de casamento, mas, isso porque não tinha nenhum contato com ninguém na área fotográfica. Pois, se tivesse que fazer isso pra aprender mais, não iria me importar de forma alguma.

 JC: Quais foram suas influências fotográficas? Existe o desejo de   moldar seu trabalho diário em cima das pessoas que  influenciam  sua maneira de fotografar,  e  consequentemente   fazer exatamente igual ao  que você viu impresso no trabalho de alguém?

Giancarlo Naccarato Foto: Heverton Ribeiro

Heverton: Eu gosto muito das fotos do Brian Gaberman, e posso considerar ele como uma influência no meu trabalho,  tive o prazer de trabalhar com ele na Skateboarder Mag, e ele me ajudou muito no começo.  Eu curto muito olhar o trabalho de outros fotógrafos,pois, sempre aprendo alguma coisa, mais nunca tentei fazer uma foto igual, a de outro fotografo, pois sempre tive em mente criar uma personalidade fotográfica diferenciada.

Danny Way foto : Heverton Ribeiro

JC: Na fase que você veio para Revista Tribo Skate, você já era capaz de visualizar seu trabalho numa fase de evolução? Com seu amadurecimento precoce sentia firmeza em cima do que estava fazendo? 

Heverton: Quando comecei na revista Tribo tudo era novidade, então sempre ficava atento a tudo que estava acontecendo, fazia muitas perguntas para o Shin Sikuma e para o Otavio Neto, e eles sempre me ensinaram muito. Nessa época, eu já tinha uma boa noção, do que estava fazendo,  mas ainda era uma fase de aprendizado, e de testar os flashs e a luz. Além disso,  naquele  tempo, tudo era feito em filme, então, a margem de erro tinha que ser a mínima possível.

 JC: Você curtia usar velhos equipamentos para aperfeiçoar sua técnica? Eu li recentemente que o skatista  Alex Olson , usa uma Nikon FM 2  até os dias de hoje, ele não gosta muito de digital. Existe um divisor de águas em cima do equipamento analógico e do digital? Você acredita que seria capaz de evoluir tão rápido se tivesse na era analógica, ou isso não influencia?

Heverton: Quando comecei a fotografar tudo era feito em filme, e isso me fez aprender realmente a fotografar da maneira certa, me  ensinou a ter certeza do resultado que queria,  quanto a luz e as cores de uma forma  diferente para cada foto.  Trabalhei com filme no começo por 4 anos, até que comprei minha primeira câmera digital, pois isso era fundamental para a  revista e para o trabalho fluir de maneira mais rápida em viagens. Com a digital consigo aperfeiçoar pequenos detalhes, e posicionar os flashs alguns centímetros para cima ou para o lado e assim eliminar alguma imperfeição. O grande lance da digital é você poder ver a foto na hora, isso facilita muito pra quem não sabe fotografar muito bem ainda. Pois, o cara pode refazer a luz muitas vezes até a foto ficar boa. Mas essa é a diferença de quem aprendeu a fotografar com filme. Quem fotografa com a analógica, quando chega no pico já sabe o que vai fazer. E não fica ali fazendo um monte de foto pra salvar uma, que esteja com a luz e o foco perfeitos.

Adam

Adam

  JC: Você obteve retorno profissional internacional ,quando rolou uma tour com os caras da Dvs Shoes no Brasil ? Esse foi o seu  primeiro passo para carreira internacional , conte  para nós, como  foi  esse inicio. E  a matéria com suas fotos na The Skateboard Mag?

Heverton: Quando  a DVS veio ao Brasil, eu fui chamado para fazer somente uma entrevista paralela com o Daewon Song e nada mais. Como ele teve alguns problemas pessoais  acabou não vindo ao Brasil, então fiquei meio perdido, pois não tinha o que fazer. Mesmo assim, resolvi fazer algumas fotos com os outros integrantes da DVS que estavam por aqui.  Pois, só iria ficar com os caras  em tour, os dois   primeiros dias. Então fizemos algumas fotos e quando  voltamos ao hotel, eu fui direto tratá-las e chamei a galera para vê-las depois disso. Aproveitei para mostrar mais algumas feitas por mim,   do Bob Burnquist, Danny Way e de outros alguns grandes nomes do skate. Os caras curtiram as fotos que tínhamos feito e virou hábito  toda noite o pessoal  se reunir no meu quarto para escutar musica e ver as fotos. Só que eu tinha que ir embora no terceiro dia, porque o Giovanne Reda  iria assumir o restante da tour. Nesse meio tempo o time  da DVS se reuniu e me perguntou se eu queria assumir toda a tour  com eles,  fazendo as fotos pra a revista The Skateboard Mag. Eu aceitei.Fiz todas as fotos para matéria  que saiu com um DVD encartado , distribuído para o mundo todo. Uma coisa muito importante foi  que quando a turnê acabou, eles me chamaram para fazer parte da equipe como fotografo, dessa maneira  surgiu, então, meu patrocínio com a DVS.

Bruno Passos foto: Heverton Ribeiro

  JC: Foi quando você começou  a trilhar carreira internacional certo? E como foi seu inicio nos EUA,  sua adaptação com as marcas e os skatistas gringos? Como fazia para interagir com eles embora você não soubesse falar inglês,   e no entanto, tinha que fotografar o Cristian Hosoy e Daewon Song. Fale sobre  essa experiência incrível.

Heverton: Na  verdade quando a DVS veio ao Brasil eu já tinha colocado algumas fotos na The  SKATEBOARD MAG,  porque algum tempo antes, tinha feito minha  viagem   para Califórnia, vou quando comecei a treinar meu inglês.

Conheci o Brian Gaberman e conversava sempre com ele por e-mail, só que como  o cara  foi trabalhar na Element ele  me passou o contato do editor da Skateboarder o Jaime Owens. Então passei a falar com o editor, o cara acabou colocando algumas fotos minhas na revista,  mesmo eu não estando nos EUA. A primeira página dupla que saiu foi um fs lipslide do Fabio Sleiman num corrimão azul em Los Angeles, que foi usada no índice da revista .

Depois com o fim da tour da DVS, acabou que  eles me convidaram para ir para Los Angeles, fazer a entrevista com o Daewon Song que por sinal  morava perto da casa do TRHONN  amigo meu. Logo depois, de conhecê-lo   fizemos as fotos  que terminaram por ser usadas na campanha DVS, Matix e Almost.

O Hosoy, eu já conhecia através do Genovesi, que frequentava a mesma igreja.

Também fiz a primeira session com  o Hosoy que  foi muito boa. Aí foi automático a gente começar a fazer fotos  toda semana, foi quando eu comecei a fotografar para a marca Hosoi Skates.   As fotos  saíram em muitos lugares, em  pôsters e estampadas em shapes da Hosoi e na Pocket Pistol.

Nessa época eu já estava bem familiarizado com o jeito de trabalhar dos americanos, pois, já morava em Los Angeles por bastante tempo. Trabalhei  para a Hurley , Volcom, Red bull, Almost e Matix, DVS, Nike Sb, Royal Trucks, Ogio, S-One e Stereo Skateboards, então, acredito que meu relacionamento com as marcas americanas  e com os skatistas seja muito bom.

Fábio Sleiman foto : Heverton Ribeiro

JC: Você lançou seu primeiro livro, e vem vindo outro, conte como foi sua experiência, quem elogiou lá fora, e porque vem vindo outro tão rápido ?

Heverton: Eu lancei o meu livro com nome SAMPLE em setembro de 2009, na cidade Los Angeles. A exposição foi na skatepark da Hurley em Costa Mesa.O livro é um projeto limitado de 200 edições que podem ser customizadas de acordo com o gosto de cada um, você pode escolher a capa fosca ou brilhante, gramatura do papel essas coisas.

Graças a Deus,  bastante gente elogiou. Caras influentes como Grant Brittain, Dave Swift que são os editores chefes da Theskateboard Mag, o Atiba Jefferson, o Paul Rodrigues,  Eric  Koston,Mike Carroll o Giovane Reda, o Jaime Owens da Skateboarder que fez a apresentação do livro, o Daewon Song,  Hosoi,  Chico Brenes ,Rodrigo TX ,Gerdal e Genovesi, Bob Burnquist e mais uma galera elogiou, graças a Deus .

O livro novo chega até o final do ano, mais esse  ainda esta em andamento, por isso, prefiro falar dele somente quando ele estiver pronto.

JC: Quais skatistas que você mais curtiu fotografar lá fora? E a quem gostaria de fotografar que ainda não o fez? Quais seriam suas novas metas ?

Heverton: Gostei muito de fotografar vários eskatistas como: Bob Burnquist, Danny Way,  Daewon Song, Hosoi, Rob Gonzales e Eric Koston  ,Steve Alba, Torey Pudwill, Zered Basset ,Chico Brenes,Kristian Bonholt , Leo Romero e Danny Montoya.   Ainda tem uma galera que eu quero fotografar …

Mauricio Fratea” Bozo ”

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