Tag Archive | "Gian Naccarato"

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Jump Ramp Barueri 2013

Posted on 29 abril 2013 by Nakalada

Cristiano Mateus administra com estilo seu skate, recordando os anos 80´s

Cristiano Mateus administra com estilo seu skate, recordando os anos 80´s

Fotos : Roberto Tatto

Texto: Jorge Costa

 

Skateboard  além  de ser infinito nas manobras criadas, pois um flip gera uma imensa variedade de variações de nollie, na base ou de fakie.

Ainda existe  a possibilidade de resgatar modalidade  de varar rampas, os exploradores foram: Natas Kaupas,Tommy Guerrero,Cristian Hosoy,Ray Barbee,Steve Caballero,Eric Dressen entre  outros.

O Brasil sempre acompanhou a evolução do skate Californiano, tanto assim que varar rampa fazia parte do cardápio de varar rampas do skate de rua, era considerado street também. No final dos anos 80´s, era  comum você encontrar  pelas ruas, alguma rampa para varar.

Assim teve os principais nomes do skate brasileiro que arremessava seus skates ‘’para o alto e avante’’ com  todas variações de manobras.

Caras como: Ruy Muleque,Léo Kakinho,Ragueb Rogério,Thronn,Pois É e Porque, Wilson Neguinho,Daniel Trigo,Ari Bason, Daniel  Arnoni ,Mauro Mureta e tantos outros deixaram muita pele nos assaltos.

Infelizmente para seus aspirantes que usufruíam desse intenso prazer, a evolução do skate deixou de lado as rampas, para andar em palcos.

Mas existe sempre uma luz no fim do túnel tenebroso, o verticaleiro  Maurício Hube “Chileno”, que  é skatista profissional e coordenador de skate de Barueri faz o evento anualmente desde 2010.

Para os profissionais que desejam recordar para viver, essa diversão dos anos 80´s como: Paulinho Barata,Alexandre Zikk Zira,Gian Naccarato, Cristiano Mateus, Eduardo Bráz, Marcos Noveline,Laércio Lupa entre outros, a vibe é alucinante com um carro para varar também.

O fotografo Roberto Tatto sacou sua máquina e registrou esses clicks que você esta visualizando.

 

Rampeiro e streteiro logo vem a evolução mesclado com criatividade noseblunt slide

Rampeiro e streteiro logo vem a evolução mesclado com criatividade noseblunt slide

 

Eduardo Bráz lanchou esse estiloso Japan Air, para deixar todo mundo  calado e de boca aberta.

Eduardo Bráz lanchou esse estiloso Japan Air, para deixar todo mundo calado e de boca aberta.

 

Alexandre Zikk Zira é veneno puro de um streteiro do centro de Sampa

Alexandre Zikk Zira é veneno puro de um streteiro do centro de Sampa

Comments (0)

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

B.O na Roosevelt versão Olho de Peixe !!

Posted on 21 janeiro 2013 by Nakalada

Luan Oliveira  foto: Renato Custódio

Luan Oliveira foto: Renato Custódio

O Brasil ficou apreciando a ação GMC na praça Roosevelt  em São Paulo alguns dias atrás contra os skatistas .  Que justamente determinou muita audiência no maior assédio da imprensa em divulgar as imagens em seus jornais.  

As imagens mostravam a ação despreparada  dos agentes, tornando a ‘’lambança’’ televisiva  em cadeia nacional, que foi o prato mais suculento durante uma semana inteira. 

Os caras do Olho de Peixe, produziram um documentário com grandes nomes do skate nacional,  fazendo sessões e dando depoimentos sobre o local,uma outra versão  que a imprensa poderia divulgar, o lado do skate profissional, pena que isso eles não querem na tv.

Talvez essa merda que aconteceu na praça serviu para mostrar como o skate é defendido pelos jovens praticantes, e como a GCM e Policia Militar são pessoas despreparadas para lidar com coletivo.

Enquanto os velhos urubus intelectuais saciaram em deleite com suas manifestações  bizarras  através de seus textos em blogs, inclusive no site da revista Veja.

O vídeo do B.O na Roosevelt  chegou  3140233 views (até o momento) talvez  nenhum vídeo de skate independente chega algum dia nessa  quantidade de visualizações no Youtube.

Mas isso não importa o que é legal mesmo é ver as linhas dos caras’’ dichando’’ a praça e mostrando  como o skate é style praticar, é por isso que andamos de skate.

Mas o que certamente a nova geração desconhecia hoje em 2013, é como se manifesta a repreção na sessão, andar de skate ainda é motivo de ser considerado um jovem  alienado. 

Como dizia: Jânio Quadros ( o responsável por queimar o filme do skate em São Paulo) proibindo  o skate de ser praticado, e colocando a policia militar para prender quem  tivesse de skate pelas ruas em 1988.

Com fase do skate atual tão fashion com destaque nos comerciais de tv, tomar ‘’enguadro’’  por causa do skate,parece coisa de filme, espero que esses ratos que apoderam da imagem do skate, defenda o skate como merece.

-Jorge Costa

Olho de Peixe – Roosevelt from Olho de Peixe on Vimeo.

Comments (0)

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A Escolha do Adones Santiago

Posted on 13 dezembro 2012 by Nakalada

Adones_chillin parallel

Basicamente o skate que vivemos é voltado para amizade seja lá aonde for do mundo, isso é algo muito bom, ter amigos verdadeiros para fazer a sessão.  Quando essas pessoas queridas estão presente, as manobras fluem ,  a constância aumenta, e inclusive pode rolar novas manobras no cardápio. 

Adones Santiago é um grande exemplo de amigo, ele nunca esquece você, ele é muito verdadeiro, de coração transparente. Mais de 14 anos atrás, ele frequentava aqui a área para filmar, e fez amizades, e tanto tempo depois, os caras aqui da área falam sobre ele com respeito, e ainda comentam, tal manobra é com o estilo do Adones, ele faz a diferença aonde quer que esteja. 

 

Seu sobrenome é Santigo porque você é do Chile, explica para a gente a origem ?
O sobrenome Santiago é da familia do meu pai, na realidade o avô do meu pai tinha esse sobrenome e vem de Santiago de Compostela aqui na Espanha. Ele foi para o Rio Grande Sul ha muitos anos atrás.

 

Conheceu o Chile também, ou leva Santiago apenas no seu sobrenome?
 

Então …ainda não fui para lá, agora em 2013 pretendo conhecer a América do Sul.

 

Como foi sua carreira aqui no Brasil, e como era seus patrocínios naquela época, que você vivia dentro do mercado nacional ?

Gostava muito da época que estava no Brasil e tinha os patrocínios, mas naquela época sentia que faltava alguma coisa e resolvi mudar para Europa.

 

Mas era muito bom ser to time da Son, New Skate, freedom fog. Eles me davam o suporte que precisava para andar de skate, viajar, e realmente e foi muito satisfatório.

 

 

Eu vi sua vídeo parte no vídeo da Matriz esses  dias, você já foi patrocinado pela Matriz, ou foi apenas convidado para participar do vídeo ?

 

A minha primeira parte em vídeo, foi no open your mind da son skateboarding, tempo mágico. Depois fiz uma parte no chicle 09 especial Floripa.  Logo depois tive parte nos vídeos Matriz 03 e 04. E atualmente estou gravando para uma parte toda aqui em Barcelona para o video salalamako.

 

Eu sempre fui amigo da galera da Matriz e estive muito presente em Porto Alegre na época que foi construído o IAPI.  A primeira loja perto da pista, e na realidade sou gaucho tche (risos)e tenho familia em Porto Alegre, e sempre estive lá desde pequeno.

adones floripa

 

Como é sua área lá em Florianópolis lá no Kobrasol ?

O kobrasol é um bairro da hora, perto de tudo, e tinha uma galera muito da hora naquela  época que eu morava lá e andávamos de skate todos os dias. O bairro tem uma pista perto da beira mar e tem alguns picos, eu particularmente gosto muito do bairro.   Agora esta mais perigoso que antes,mas esta assim em todos os lugares, mas na real é um bairro da hora.    O Gian Naccarato morou lá com a mãe dele uma época, foi da hora ate o Marcelo Formiga ,Regi,Heverton Tutu,Mauricio Fratea Bozo,Anderson Curumim e André Genovesi.

 

O que você fez da sua vida além de se dedicar ao skate ?

Eu aprendi aqui em Barcelona uma profissão que mudou muito a minha vida, sou educador de crianças e adultos com problemas mentais e físicos, esse trabalho começou aqui isso há 05 anos atrás.  Eu gosto muito me dediquei muito as crianças e aprendi outros idiomas também,uma experiência que não tem preço, um  trabalho que limpa sua alma.

Já teve algum tipo de lesão que chegou a achar que não poderia mais andar de skate?

Nossa, mais ou menos a 06 meses atrás eu fui pular uma escada aqui em Barcelona e machuquei o joelho direito os ligamentos laterais foi um susto cabreiro.  Na hora pensei que era pior, mas agora esta melhorando, e fiquei alguns meses sem andar de skate.  Mas agora já estou andando outra vez e fortalecendo o meu joelho.

 

 

Eu soube alguns anos atrás que você foi morar em Portugal, é verdade, ou foi apenas boatos sussurrados?
Sim morei em Portugal 02 anos e alguns meses, fui  com o Gerson Dias meu grande brother de floripa moramos em Lisboa , foi uma experiência boa para minha vida.

Portugal é um bom lugar para se andar de skate, porém é bem provinciano, chega a ser meio parecido com Floripa ou não ?

Adones_sequencia macba 2012

 

 

Tem alguns picos, mas na realidade é muita pedra portuguesa e dificulta a sessão.  Mas tem bastante mármore e picos espalhados pela cidade, algumas praças é esquema a praça da Figueira com um manual branco gigante era muito style e grande, eu fiz bons amigos por lá.    Mas Portugal tem varias cidades e cada cidade tem seus picos secretos.  E não é nada parecido com Floripa(risos)

Há quanto tempo você vive em Barcelona, e em qual parte do país que você vive, mora perto da praia também ?

Eu vivo aqui mais ou menos 05 anos cheguei em 2007 aqui em Barcelona, moro em um bairro perto de tudo, perto da praia perto do centro, nos melhores lugares para andar de skate.

 

 

Você que vive em Barcelona  todo esse tempo,  o que você percebe sobre a crise financeira do país, ou está todo chillin vivendo em vento em popa ?

 

A crise  está foda na realidade o pais mudou muito nestes 05 anos que estou aqui, estão  passando uma fase muito ruim , ate o clima da cidade é outro agora, ta um pouco foda,infelizmente!

 

Você está vivendo por aí , por causa do skate, têm família contigo, ou está por aí degustando das loucuras que a cidade lhe oferece ?

Então na realidade  eu mudei para cá por causa da minha grande paixão  o skateboard  sem dúvidas e depois rolou varias paradas,comecei nesse trabalho que citei acima , e me dediquei bastante.  Comecei ir aos picos dos sonhos e desfrutar realmente do skateboard,  mas a  minha familia esta toda no Brasil.  A cidade oferece muita loucura mas sou super tranquilho  e nem vou muito nas baladas,vou mais com a minha mina e amigos de boa beber alguns drinks e ficar sossegado nada de exageros.

 

Adones_sequencia parallel

Eu  vi uma matéria  na tv que falava que Barcelona é o caos nas drogas, que 60% do dinheiro estava contaminado com resíduos de cocaína, então os outros 40% do dinheiro são de crianças e idosos !  Então todo mundo por aí está vivendo na linha tênue do speed, wisk, cerveja e cocaína ?

Sim Barcelona é uma cidade que tem muita loucura e drogas, mas na real é mais ou menos como em qualquer lugar do mundo tem de tudo para todos, mas nem todos usam drogas. Têm muita gente que sim, jovens crianças velhos de tudo, também  porque aqui o acesso é bem fácil  na rua mesmo te oferecem de tudo vai da sua cabeça, muito fácil sim conseguir aqui qualquer tipo de droga.

E as raves, festinhas tá pegando umas girls ?

Então  eu não  saio muito de festa ,vou em alguns bares mas bem de boa, e vivo com a minha namorada Anna que é Irlandesa mas mora aqui em Barcelona e saio mais com ela e amigos para ir no parque tomar algumas cervejas.

O seu estilo ainda é técnico, ou está ‘’manobrando’’ numa pegada mais lifestyle ?

Meu estilo é o mesmo, agora não pulo muito escada e na realidade estou me dedicado  as manobras de manuals ,ando de skate quase todos os dias aqui no parallel pico de manual dos sonhos.

 

 

Fala sobre as mudanças no mundo do skate da época que você era amador, para os dias de hoje, o skate vídeo é uma forma de vender seu nome, evoluir muito mais rápido, e ser esquecido tão rápido também pelos vídeos diários no youtube o que você pensa dessa evolução?

Nossa mudou muito, hoje em dia é outra pegada antigamente era o foco dos campeonatos e circuitos amadores e tal, e com a internet ‘’bombando ‘’é outra ideia.  Hoje você pode gravar partes e lançar na internet  tão rápido que todo mundo vê ao mesmo tempo .  Mas mudou pra melhor, é bom ver o skate evoluindo assim, e cada dia aparecendo grandes skatistas por todos os lugares do mundo, e também motivando outros a começarem a andar, essa é a essência do skate, a evolução eterna.

 

 

Você esta conseguindo realizar seus sonhos, ou ainda está trilhando, focando no seu caminho, acreditando que algum dia vai conseguir ?

Na realidade já consegui realizar alguns sim graças a Deus, e ainda tenho outros que estou batalhando por eles e com fé tudo se realizará.  Não podemos nunca desistir do que queremos temos que ir atrás, correria hoje e vitoria amanha!!!!!!!!!!!

 

Entrevista:  Jorge Costa

 

Comments (0)

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Vídeo: Nakalada Lost Tapes

Posted on 19 outubro 2012 by Nakalada

Foto: Marco Rothbrust

A história do vídeo Nakalada começou a bastante tempo quando produzimos um promo vídeo há 12 anos atrás na época das câmeras VHS. Por muito tempo a ideia do vídeo ficou tão esquecida que seria quase impossível lembrar, mas quando o mundo se digitalizou, a antiga ideia voltou a florescer na minha mente. Sem ter uma ideia clara de como poderia fazer, comecei a filmar novamente, e ao longo do processo tudo foi tomando a forma, muitas pessoas ajudaram  a concluir a ideia(auto- introdução : Jorge Costa).

Entrevista: Giane Costa

O que lhe influenciou a fazer skate vídeos ?

Ser skatista nos ensina a ser independente, e tentar fazer suas próprias coisas, além do fato de ter lido em uma entrevista dos Beastie Boys,que eles diziam:  se quer algo bem feito faça você mesmo! Mas o que sempre me influenciou foi o conceito do Questionable Vibs e Virtual Reality (Plan B). E os vídeos:  Goldfish e Las Nueve Vidas de Paco( Girl/Chocolate)  Tim & Henry´s Pack Of Lies.

Quem contribuiu com lost Tapes ?

Gian Naccarato,Rodrigo Andrade,Lucas Valente ”Cabu”,Invisible-Man, Anderson Tuca,Fernando Granja,Bruno Araújo,Ricardo Farias,Fernando Teshainer,Lucas Cabu,Sesper,Caio Espanhol,Beto Benevides,Alex Neves,Luis Milla,Leo Realli. Será que faltou alguém ?

Porque o nome do vídeo ficou ‘’Nakalada lost Tapes’’?

Basicamente esse vídeo é uma compilação de vários video-makers que contribuíram com imagens para viabilizar o vídeo, algumas fitas foram resgatadas das gavetas desses caras, o nome foi sugerido pelo Invisible-Man.

E você encontrou algumas fitas perdidas?

Encontrei algumas delas, dias depois que tinha perdido, também foi gratificante quando o Fernando Teshainer encontrou um arquivo grande, que tinha sido perdido na produtora em algum HD, iria ser muito ruim, fazer o mesmo trabalho duas vezes.

O que mais você estava perdendo?

Meus  celulares continuo perdendo, nós perdemos algumas imagens nos HDs quando queimou,e não deu para recuperar, mas eu quase perdi minha vida.

Como assim ?

Eu tinha combinado de filmar o Alexandre China e o Tenilson Paiva, numa rua na parte nobre de Pinheiros, quando estava guardando a minha filmadora. Apareceu um cara num Honda Fit apontando o revolver na minha cara. Ele disse : passa a filmadora ou te dou um teco, era um revolver 38, que tinha todas as balas no tambor, simplesmente entreguei a filmadora.

Como você ficou diante daquela situação horrível?

Fiquei estático e decorei o numero da placa… mas depois liguei para policia, uma hora depois quando os ‘’fellas’’ apareceram com jeito irônico . Fui orientado para irmos até   a delegacia de Pinheiros fazer boletim de ocorrência, quando cheguei lá, falei para o escrivão que era um Honda Fit preto com a placa ETZ 0018. O cara falou : Nossa… esse carro foi roubado no Itaim Bibi a um mês, e o ladrão nem trocou a placa do carro.

E, como foi para você depois disso ?

Pensei : odeio o Brasil, fui roubado no dia que completou um mês que comprei a filmadora. Depois disso achava que iria ser roubado  todos os dias, uma sensação muito estranha paira sobre você quando somos vitima de um assalto!

Pensou em não fazer mais o vídeo Nakalada?

Eu pensei… agora que eu vou fazer essa porra desse vídeo de qualquer jeito !

 

Você  tinha  seguro da sua filmadora ?

Não tinha… acabei fazendo empréstimo no banco, portanto eu pagava duas filmadoras, mas no final acho que paguei 03, porque atrasei alguns meses,e renegociei a dívida, e os juros aumentarão exorbitantemente .

Gian Naccarato Foto : Heverton Ribeiro arte: Sesper

O que significa lentes turvas ?

No inicio eu saí acidentalmente para filmar no centro de ‘’Sampa’’ encontrei com Luan Oliveira e Dhiego Correa. Coloquei uma lente que tinha comprado do Masterson Magrão, essa lente estava com um problema de mofo, as imagens ficava meio turvas, daí para pior. Era a única lente que tinha, a sessão foi legal na praça da Sé.

Depois você poliu a lente ?

Claro ficou perfeito ! As contribuições de imagens que recebia, também eram turvas, até de gente que tinha um equipamento bom, o ‘’invisible man’’ falava assim: de onde que saí essas merdas dessas imagens de péssima qualidade.

Qual é o diferencial do seu vídeo?

As animações em stop-motion produzidas por Ricardo Farias e Fernando Teshainer, que é o primeiro vídeo de skate no Brasil com esse tipo de animação, além da abertura surreal do Invisible Man.

O skatista mais talentoso que você já filmou?

Luan Oliveira

Qual é seu clip favorito filmado por você ?

Fakie  Frontside  Crooked Grind do José Eduardo Bogorni !

O que é duro de aguentar durante esse processo de filmar e também editar ?

Com certeza é conviver com a expectativa das pessoas sobre o vídeo, eu era importunado na balada, pelas ruas caminhando, na internet num chat, quanto mais tempo passava mais as pessoas perguntavam do Nakalada.

E o vídeo atingiu suas expectativas?

De um modo geral sim, mas ficou muito longe das coisas que pensei sobre o vídeo, talvez para sonhar não têm limites, enquanto para fazer vídeo, é igual ter cãibra nas pernas, durante uma escalada numa montanha.

O blog existe por causa do vídeo ?

Sim… exatamente, estava conversando com o meu amigo Caio Asseff  falando que quando terminasse o vídeo, ia fazer um blog, ele disse : começa já então !!!  Como um chute no meu traseiro, eu comecei o www.nakalada08.blogspot.com o fotografo Heverton Ribeiro fez para mim.  Eu via os blogs do Mike Carroll e Eric Koston , quando estava no ar. Achava muito interessante as merdas que eles postavam sem nenhum compromisso editorial, achei perfeito. Mas eu estava começando era muito tosco, fui evoluindo, e escutando os leitores com algumas críticas.  Então em 2010 nasceu o www.nakalada.com.br que era bem sério sem tanta putaria. Resultado disso que existiu um conflito entre os leitores que quem gostava do antigo, não curtia o novo, porque o novo era mais serio. 

A  melhor parte de ter um vídeo pronto ?

Fazer a premier, e ver a reação das pessoas!

 

Porque o DVD não saiu ?

Conversei com algumas marcas que supostamente poderia patrocinar, mas os caras vinham com desculpas de fluxo de caixa para investimento. Estava fora do orçamento do cronograma deles para aquele momento. Um deles chorou tanto que cheguei ao ponto de dizer: você quer uma cesta básica de minhas roupas? (risos)  Enfim… o vídeo não foi comercialmente viável para esse mercado de merda que não investe no skate. A foto acima é com Gian Naccarato que seria a capa do DVD quando o vídeo saiu em Setembro de 2010. 

 

Melhor e pior coisa sobre o Youtube?

A melhor é você assistir os vídeos novos  postados no mesmo dia, de  skatistas que você mais admira .  A pior foi desvalorizar o DVD, e os profissionais envolvidos para fazer esse tipo de trabalho.

E agora o que vai rolar de novo ?

Por enquanto vou reeditar o Lost Tapes, tirar as imagens turvas, isso é tudo que posso lhe afirmar até o presente momento.

 

 

Nakalada Lost Tapes from Jorge Costa on Vimeo.

Comments (1)

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A origem de Ragueb Rogério

Posted on 24 julho 2011 by Nakalada

Ragueb Rogério

Ragueb Rogério é uma grande referência do skate nacional, além
das suas atitudes como um autentico punk,vindo naquela época que as pessoas
atravessam a rua para não encarar um .

Como qualquer moleque paulista, Ragueb também pirou em andar
de skate, além de escreveu sua história como skatista overall, ele doou muito
de  si próprio,  para fazer o skate acontecer no Brasil.

Hoje ele já passou por todas as fazes do mercado, e hoje seria o momento de colher, muito mais por tudo que ele plantou durante sua carreira no skate, aqui no Brasil as empresas não valorizam suas lendas , e nem por isso ele para de andar.

Nessa fase  atual do skate nacional com tantas marcas ‘’gringas’’ que não fazem nada pela cena brasileira fortalecer,apenas manipulam e querem  usufruir do trabalho construído por tantas pessoas lá atrás.

Ragueb se matem forte em cima do seu ideal, e ainda contribui com seu skate da maneira que pode,para se manter fiel em tudo que ele acredita , e que transformou em quem ele é .

Como é seu estilo de skate  qual é a sua definição para se expressar em cima do seu skateboard como skatista overall?

Cara , eu não sei bem lhe explicar isso, pois meu style é o mais natural possível,sempre fui assim e vai ser dificil mudar esse meu jeito de andar.

Gosto muito andar de skate no gás , andar em transição de todos os tipos. Sair
remando nas ruas ,fazer street é muito bom e claro down hill . Andar de skate é
muito bom né cara , liberdade pura que você têm. Na real ando de skate em qualquer lugar a minha escola foi essa e isso eu preservo.

E, andando de skate o que eu expresso é tudo o que sou, e estou passando de verdade, se estou bem comigo mesmo a sessão flui bem , na injuria não rola. Acho que isso se reflete tão verdadeiro na minha relação com meu skate

Seu nome é Rogério Ragueb, ou
Ragueb Rogerio afina, conta pra gente como é seu  nome ,qual
origem desse nome diferente ?

Ragueb Rogério, origem pura de etnia Árabe ,meu pai inclusive teve irmãos hoje já
falecidos ,eles nasceram na Síria. Meus avós paternos vieram para o Brasil em
1925 fugidos da Santa Guerra (na Santa Terra não existe paz dizia minha avó)
guerra que impera até hoje e ela veio com um filho e grávida de outro ,dois meses
de navio .

Meu avô tinha esse nome que é sempre escolhido um para cada geração para
carregar ele como nome e eu  fui contemplado (risos).  Doidera.

Teve algum problema na sua adolescência, além das brigas de moleque nas ruas ?

E quem não teve ? só quem cresceu em condomínio que não (risos) . Eu comecei a
andar de skate muito cedo, e tão cedo também conheci a rua . Sempre fui o mais
novo na ‘’banca’’ de quando comecei a andar e depois que me ‘’engedrei ‘’
na cena e com isso comecei a ver tudo muito cedo aprender as coisas rápido e ficar
ligeiro, quase tudo na minha vida foi precoce.

Você começou andar de skate ,quando o skate era totalmente punk certo ?

Errado ! Em uma época em que o punk representava o skate . Mas existia
uma ‘’banca’’ que já ouvia por exemplo N.W.A ,PUBLIC ENEMY , RUN DMC, Darks ,
góticos era gente de todos os tipos naquela época  .

Mas realmente o punk tinha mais a ver sim em uma época que down hill era
chamado de street  skate.  Era sair com uns 20,30  caras remando sem fim pelas ruas ,andar o dia
inteiro e ir direto para balada suado e fedido da sessão de skate foi muito bom
. Arrumar um pico para ‘’mocár ’’ o skate e pegar na saída,zuar de verdade na
rua  sair pra causar mesmo. E acho que
essa é a grande identidade de um com o outro. Ambos tem tanta cultura  que acabam sendo contra cultura !!

Ragueb Rogerio foto : Carlos Henrique

Como era o estilo da galera  dessa época  todo mundo era punk , mas tinha também uns outros que eram muito
coloridos como era as diferenças de estilos ?

Quem gostava de punk rock mesmo andava como hoje em dia  , camiseta de banda ou lisa ,calça jeans e um’’
boot’’ e já era vai para seu rolê. E tinha uma galera que arrojava mais no
style…

Bermuda por cima da calça de moletom,aba do Boné levantada e sempre algo em baixo,franja caída no queixo,era engraçado. Mas tinha os caras de dreads
muito mais punk que certos punks.  Dicípulos
de Bad Brains e isso foi passado para mim  graças a Deus…Obrigado Thronn
, Bolota e Esquilo….. Mad Rats Crew (88)

Porque você  se identificou  mais com estilo punk ?

Talvez por ser um ‘’ser’’ inconformado com o conformismo. Desde pequeno sempre
fui muito observador e absurdos sempre me chamaram mais atenção .

O Punk ,HC , Metal acaba sendo uma espécie de trilha sonora na minha vida ,identidade
mútua .

No punk encontro uma válvula de escape poís varias letras relatam coisas que eu queria estar dizendo para todo mundo ouvir.

Eu sei que você também andava em
half-pipe  na época da Prestige Skatepark, não anda mais porque ?

Na verdade já andava em half antes da Prestigie. Na Top Sport que é a minha mãe
na transições.  Sempre gostei de andar no
half . Acho mais fácil pois você tem mais tempo pra voltar a manobra,outro tempo
,outro cálculo  mais velocidade .

Acredito que o rumo que a minha vida tomou me afastou um pouco do half  e própria falta de ter um perto de casa . Mas impossível trombar com um e não dropar e dar umas manobras básicas.

Ragueb e Duzinho foto : Ricardo Porva

Conta um pouco como era aquela época da Prestige , você era patrocinado pela Brand – X , lembro também
do Kako , que andava muito também vocês sempre andavam junto  ?

Nossa , que época boa , era só andar de skate o dia inteiro ,sem compromisso
com nada aprendia manobra todo dia ,as vezes mais que uma dependendo do dia .

Você podia fazer street ou andar na mini-ramp e andar  no half lá era muito bom Imagina todo mundo moleque
dividindo a mesma plataforma . Eu , Digo
Meneses ,Geninho Amaral ,Rogério Mancha ,Bob Burnquist ,Ueda ,Gian Naccarato  , Anjinho Frugis, Cris Matheus entre outros .

Nessa época eu tinha patrocínio da Mad Rats e  Brand-X e na realidade andava com o Kako mais
quando tinha as demos da Brand-X no interior , em campeonatos ou nas pistas
mesmo .O Kako andava muito de skate,fazia  várias manobras  e tinha style. Era bom porque  ele sempre se atualizava no rolê de skate e eu
absorvia isso tudo pois a evolução é contínua .

Depois você foi morar em Floripa , e uns dos primeiros a ser patrocinado pela Drop Dead
, quando a marca estava começando , como foi  divulgar a marca no inicio,e ver que em pouco tempo ela transformou -se numa marca muito grande ?

Isso mesmo, mudei para Floripa logo que passei para Pró (94/95) e em pouco tempo o
Dranho já estava me dando algumas roupas da Drop Dead ,a marca nessa época
tinha 03 ou 04 de mercado, andar pra Drop Dead  sempre foi um prazer ,uma família mesmo.

O Eduardo ,Andréia , Carla , Sal , Marcelo e a gangue toda sempre foram para
frente ,visionários e honestos até demais com o Skate. E eu sou prova viva que
tudo nasceu na luta ali,nada foi feito nas coxas . As roupas sempre style de
qualidade,se é para fazer shape ,vamos fazer nossa fábrica.  Se vamos entrar em campeonatos ,vamos ter
nossa pista. Se a serigrafia da zica , vamos fazer uma . Se o circuito
Profissional está uma merda , vamos fazer uma etapa animal por 10 anos . Se o
mercado não entende nossa linguagem , vamos fazer nossas lojas ,a primeira
marca do Brasil a fazer Tour (2000).

Porra ,não se transformou em pouco tempo e sim com muito trabalho. Além de
sempre ter uma equipe cabulosa na cena. Eu aprendi muito na Drop , tanto como
Skater como em logística de trabalho,e acredito que vários pessoas aprenderam
também com a marca,aí estamos completando 20 anos da Drop Dead e 17 anos comigo.

Qual foi o seu patrocínio que realmente deu um suporte como skatista profissional ?

Volcom , Globe e Vans.

Frontside Ollie to Backside Disaster

Na sua visão  e experiênciaa de 25 anos  como skatista , como você imagina um modelo de patrocinio para um skatista profissional veterano ?

Sempre lançar um novo model de shape assinado pela marca que fez um trabalho
duradouro, assinar outros  produtos com
seu nome ou uma linha específica para manter o mito vivo e retribuir tudo o que
esse skatista fez pois se ele chega a ser um veterano é porque ele não é
comédia ninguém finge tanto tempo na cena.

Acho que  relançar antigos models dele , envolver ele em tours e
dignificar o cara por tudo que ele representou durante todos os anos de
carreira profissional.

Acompanhei os anúncios da Gardhenal
, achei um puta trabalho com identidade , então o que
aconteceu recentemente ?

Muito obrigado por gostar pois o que fez isso acontecer foi um trabalho árduo e
com a colaboração de grandes amigos que por ironia do destinos são muito bons
no que fazem.

Nomes como Sesper , Marco Ubaldo , Billy Argel , Luiz Gordo , DNT , Maia e por
ai vai … São pessoas que sempre captaram as minhas idéias e souberam
expressa-las da melhor forma possivel.

O que aconteceu recentemente ? Aconteceu que sem dinheiro nada se faz e você  tem que tirar grana que entra para sobreviver
para tocar uma marca é surreal . Por esse motivo a GARDHENAL SKATES diminuiu a
demanda de seus produtos mas nunca deixou de existir e em 2011 muita coisa nova
vai acontecer . Silks pesados nos 10 novos modelos assinados por esses artistas
mais camisetas não muito menos assustadoras e uma linha completa de acessórios.

Então agora mais que nunca quem gosta vai amar e que não gosta que se foda . Está
tudo muito pesado e estamos prontos para a treta. Para desmoldar o conformismo
que se transformou o skate . Skate Marginal !!!! For Life , Eterno …

Conta como foi fazer o model do Duane Peters  com a Gardhenal  ?

Ao mesmo tempo que inusitado muito satisfatório … Porra , uma lenda vivia que
sempre  me inspirou … Um cara que faz o som que gosto de ouvir e ainda
se tornou um grande amigo meu e ainda fomos contra o sistema . Quer dizer
, todo skater brasileiro tem o sonho de um dia ter um model de shape na América
e um ídolo meu norte- americano assinou um deck numa marca brasileira ,

na minha marca a Gardhenal e aproveito e convido deem um check out  no www.gardhenalskates.blogspot.com
está muito legal e podem ver o vídeo de divulgação do shape do Duane
Peters .

Ragueb Rogério foto : Rodrigo Kbça

Duane Peters é sua maior inspiração ?

Não sei se a maior mas uma forte inspiracão …

Qual é a origem da marca Gardhenal Skateboards , por acaso já chegou a tomar algum remédio gardenal ?

Um dia em uma mesa de bar tomando uma breja com um amigo , conversávamos sobre
nomes styles para uma marca e nenhum agradava .Foi quando lembrei

de um cara da minha área que não andava de skate mas  sempre me chamava de
Gardhenal pelo meu jeito de andar . Aí citei o nome na mesa e rachamos o bico ,ali
tinha nascido a Gardhenal Skates e eu nem sabia . Remédios ? Já tomei muitos…

O que você acha do mercado do
skate brasileiro atual ,quais poderiam ser as mudanças no skate,e porque o
skate não fica na mão de quem anda , pois somos nós que fazemos a cena do skate
acontecer , sem o skatista não existe mercado de skate  ?

Uma bosta …Quase não existe nenhuma marca 100% skate, assim como as lojas .O mercado
do skate hoje está em poder do surf , as grandes empresas que enxergaram ali um
caminho a ser trabalhado que por incompetência de nos skaters nunca foi
trilhado esse trabalho antes .

Não adianta falar que o skate tem que estar na mão de skatista se o skatista não
se preparou para isso .Quantos skaters você  conhece que terminou uma Faculdade? Não digo
que seja grande coisa isso, mas sim é necessário para a logística de uma
empresa .

Dividir tarefas , setores e responsabilidades e para tudo isso e preciso  de dinheiro  também . Vários fatores que
subtraem de nós o direito de tocar o que fazemos , inclusive a atitude !!!!
Porque será que eu mesmo sem dinheiro fiz a Gardhenal ????

Ragueb Rogério foto : Rodrigo Kbça

 

Desde que você entrou na divisão Vans Brasil , rolaram algumas demos dos gringos por
aqui , como Hosoy e Caballero , Jhonny Layton e Geoff Rowley ,como foi
essa interação com eles  ?

Foi uma boa experiência para ambos ,qual foi a
impressão que ficou disso tudo que ficou é que
Skate é universal , seu flip fala por você. Seu Grind mais ainda e como você as fazem é a
impressão que fica ,meu cartão de visita e andando conquistei o respeito deles .

 

Atualmente você alem de rider, é team-maneger da Volcom aqui no Brasil , como são essas responsabilidades
, quais são as ações da marca como demonstrações etc ?

Sim, até nisso sou abençoado pois estou conquistando um espaço em um novo mundo  e
continuar trabalhando com o Skate.

As responsabilidades que são fodas pois existem pessoas , famílias que dependem de
você e eu como skater que já se fodeu muito quero sempre melhor para gente. Cuidar
das bonificações , cotas de produtos e saber a hora certa de falar com cada um.  Isso é o mais importante ,têm tambem todo

envolvimento com a Volcom gringa , troca de material nosso com o deles já que
temos um time animal e muitos dos nossos skatistas trabalhados sua imagem  lá  na
America , boa estrutura de mkt e o Lokinho como fotografo , anúncios em todas
as revistas ,e várias  Tours .

Mas o que mais toma meu foco internamente mesmo
é o ” ANIMAIS NA PISTA ” pois envolve um planejamento junto a todos
os patrocinadores , mídias ,lojas , equipe , voos , hotéis , check list . Mas
vale a pena pois é um puta evento Classe A. Inscrição gratuita , premiação
arregada , muita zueira e ainda um role junto a equipe Volcom

 

De todos os lugares que você viajou na Europa , qual foi o lugar que aconteceu mais
doideiras , e qual foi o lugar com mais vibe  para andar de skate ?

Um lugar que aconteceu mais doideira ??? Difícil de dizer pois o acaso nos coloca em
situações doidas e não escolhe lugar e nem avisa (risos).

O que ainda motiva você andar de skate depois de 25 anos em cima do seu skate ?

 

Sentir o vento na minha  cara andando e pegando
muitos impulsos , descendo uma ladeira ou  numa linha de carving no Banks .
Ainda poder bater meu tail , flipar,gastar meus Indy’s no metal ou  concreto . Cair e sentir dor , raiva ,levantar,
xingar e ir fazer a mesma merda de novo. Até conseguir,superação  e  prazer…

E assim
toco minha vida ,tenho meu filho que é a  minha vida. Pago minhas contas e
nunca fiz questão de ninguém gostar de mim . Sempre fui ‘’eu’’, verdadeiro e o
que o skate me deu foram grandes amigos , irmãos , arapucas e diversão também.

E nessa faculdade
infinita, estou muito longe de me formar ainda, enquanto isso , sigo andando
 !!!!! 

 LOVE And Hate

Entrevista : Jorge Costa

 

 

 

 

Comments (8)

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Bob Burnquist é competitivo na virada esportiva 2010

Posted on 24 novembro 2010 by Nakalada

Bs Crew foto : Heverton Ribeiro

Skate no Museu virada esportiva

Sobre as margens plácidas do Ipiranga  rolou pelo segundo ano consecutivo a virada esportiva no Museu com skate, um campeonato voltado para a diversão  .   Organizada pela ONG Ação Concreta e a marca Posso e Etnies  , as provas eram voltadas para High Jump , onde Fábio Castilho , lançou um belo 360 flips , por baixo do obstáculo que todos saltavam,a manobra passou enbaixo e o corpo por cima , muito criativo .

Cauê Rodrigues local do Ipiranga finalizou a marca de 1 metro e 20 cm ,mostrou muita constância nos saltos , Gian Naccarato e André Genovesi  são muito estilo, e Marcelo Formiga com seu body varial high jump tamben surpreendeu .

Nos Ollies Gian Naccarato entrando de switch ollies Genovesi iden , tirou a galera que fazia ollie na base , Willian Seco  acabou vencendo na sua base mesmo  .

Enquanto isso outra prova já estava pronta , e outros loucos começavam a se jogar , Wolney Santos atravessou de Bauru para São Paulo ,mostrou poderosos ollies , enquanto o americano Chris Franzen ia se jogando igual uma bala trombando com  vários caras fazendo diversos striks igual no boliche .

A rampa do drop que era usada para ganhar velocidade, acabou amolecendo a estrutura durante a sessão, prejudicando Fábio Sleiman,André Genovesi ,Wolney e Chris Franzen .

Rumando para os finalmente , só restava o Jump Ramp , com Mauro Mureta, Laércio Lupa ,Biano Bianchin, e uma dezena de loucos ,Gian Naccarato brilhou com um nollie melancolie , e formiga iden , as manobras mais style foram airwalk no foot do Lupa , o Stailfish do Ragueb Rogério , e o Switch stailfish do Bob Burnquist , ele é muito competitivo e não precisa participar , mas não têm problema , o cara é style , participando deu prestigio ao evento .

- Jorge Costa

Ragueb foto: Heverton Ribeiro

 

Ragueb foto : Heverton Ribeiro

Bob Burnquist foto : Heverton Ribeiro

 Fotos : Heverton Ribeiro e Anderson Tuca

Saiba mais :http://triboskate.globo.com/whatsup.php?id=3619

 http://espnbrasil.terra.com.br/skate/noticia/161237_SKATE+NO+MUSEU+RESGATA+PASSADO+DO+SKATE+BRASILEIRO

Comments (5)

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Gian Naccarato : Verdadeiro Skatista

Posted on 25 outubro 2010 by Nakalada

Gian Naccarato é um skatista moderno overall que viveu com seu skate muito além da sua época, seja em fazer manobras embaçadas em grandes corrimões, ou fazer qualquer manobra diferente em um Half-Pipe , ou mudar rumo das manobras de borda que geralmente só ele consegue enxergar nos picos skátaveis ou não . Além disso Gian é um grande ser humano que sempre valoriza as pessoas e têm um grande carinho com seus amigos , como se realmente essas pessoas fizesse parte da sua própria família .  Gian amadureceu  muito como  qualquer outra pessoa que vivenciou  experiências  boas e ruins da sua própria vida ,ele conta naturalmente sem emoções em como está sua mente atualmente , seus projetos, a condição atual dos eventos profissionais é claro a BS Crew .

 

 

A muito tempo que você está na missão com a Bs Crew , desde que foi criada vocês produziram diversos videos.
A proposta era isso mesmo , ou foi  delírios de uma emoção durante uma conversa com os amigos
?

Sempre filmei, então começar a fazer os vídeos da BS CREW foi uma coisa que aconteceu naturalmente, e acredito que por isso deu certo ate hoje.

Ouvi dizer que vocês vão produzir o box da BS Crew ? isso é um fato inédito no Brasil , pois o mercado não costuma valorizar o trabalho dos profissionais de vídeo ?

Na verdade vou produzir o Box do Underground Style, que  é um projeto meu de muito tempo atrás,e com certeza vai ser  ótimo  pois vou usar de base para lançar o Box da BS CREW em breve.

Qual foi sua verdadeira inspiração para produzir seus vídeos ?

Acho que  tudo começou com curiosidade em se assistir andando de skate  para ver como estava o estilo , em melhorar as minhas próprias manobras, e eu gosto de me ver andando, mas sempre me interessei  em ver como era as  filmagens com os caras andando de skate, foi daí que  comprei minha primeira camera meio a meio com o  André Genovesi, não sabia nem como ligar , e daí em diante me empenho ao máximo para evoluir cada vez mais nas filmagens e no geral.

Fakie Nosegrind foto: Robson Sakamoto

Como você tem feito para vender seus vídeos atualmente , com Youtube bombando de novidades do mundo inteiro, isso chega a atrapalhar o trabalho da BS Crew ?

Como faço vídeo  muito antes de existir a internet, não vejo problema, na real nunca curti colocar meus vídeos no youtube, faço um numero de copias e quem têm têm, quem quizer de qualquer maneira, copia um do outro, acho melhor pois fica mais valorizado e limitado.

Quantos anos que você atua na cena do skate profissional brasileiro ? E , o que mudou ao longo da sua trajetória no comportamento dos skatistas, eventos ,tuors e demostrações  ?

Faz 16 anos que sou profissional, muita coisa mudou, e tem que mudar, por exemplo quando passei para profissional nem tinha muito tours, eu ia viajar para os campeonatos e isso era meio que uma “tour”.  Hoje em dia várias marcas fazem tours pelo mundo independente de campeonatos, e acho que agora já têm que começar a pensar em outras coisas, evoluir com as idéias e criar algo novo, diferente, essa mudança e muito importante.

Acredito que a categoria  sofreu muito ultimamente  com a falta de eventos ( em especial São Paulo ) quando rola acontece eventos isolados pelo país, ou campeonatos para skatistas profissionais convidados,o que você pode dizer sobre todas essas mudanças ?

Os eventos são complicados, acho que está muito parado no tempo, às vezes você  vê alguns eventos com formatos diferentes, mas no fundo ainda são atrazados e sobre o numero de eventos nem se fala, coitados daqueles profissionais que sempre esperavam um cronograma anual, ou um circuito sei lá, esse ano falta 02 mêses para acabar o ano, e teve um campeonato street profissional que foi lá em Fortaleza, onde o custo de ir para lá, e o mesmo para ir para Europa , ai vai de cada um né.

As marcas gringas que aportaram por aqui, não se preocupam em organizar um circuito profissional , mas querem vender para comunidade do skate brasileira ,qual é sua visão sobre o mercado brasileiro antes das marcas gringas, e depois das marcas gringas estarem por aqui ?

Eu acho que o problema não são tanto as marcas gringas, e sim quem está envolvido nelas, os gringos tem qualidade de produto, mas se as pessoas que resolvem trazer para Brasil ,não souberem trabalhar não adianta nada.

Tenho muita fé aqui no Brasil, pois  aqui  evolui muito, o mercado daqui têm que fazer por onde, se basear nos gringos com admiração,mas sem pagar pau e sem copiar, aproveitar oque temos aqui e mostrar que podemos ser melhores,e mostrar para nós mesmos.

Na época dos eventos  feitos por marcas nacionais , os profissionais reclamavam que eram mal remunerados , mas ganhava em cima de eventos , você que vivenciou tudo isso desde seu inicio como profissional ,que  época foi melhor ?

Sou da opnião que sempre e agora é a melhor época, o hoje, temos que lutar sempre ,tentando fazer o melhor que assim seja  a melhor época, vai ser a de agora e a que  esta vindo no futuro próximo.

S/S Frontside Smith Grind Foto : Marcelo Mug

A crise mundial do inicio do ano passado muitos profissionais ficaram desempregados , e são os caras mais velhos que fizeram a cena do  Brasil acontecer ,portanto deveria ter um reconhecimento muito maior  pelos seus feitos ,porque todo mundo é tão descartável no mercado do skate ?

Em tudo na vida acho que  têm que procurar se envolver com pessoas certas e no skate e a mesma coisa, é embaçado essa desvalorização pelas pessoas que estam a 20 anos andando e no corre de divulgar o skateboard, pois são essas que fizeram lá atraz e refletiu para as coisas estarem melhor agora, e muito ruim você ver o tempo passando. Vindo aquela insegurança de que uma hora para outra você  pode ser mandando embora, perder um patrocinio, por isso o jeito e se unir com pessoas certas  de verdade para não ser esses descartados.

Talvez porque o brasileiro não cultua ídolos skatistas mais velhos ! Como existe nos Estados Unidos , como Cristian Hosoy,Ray Barbee , Steve Cabalero e Mark Gonzales !!!!
Oque você planeja fazer quando não conseguir viver profissionalmente aqui no Brasil ?

Naturalmente vou estar trabalhando com skate, e pretendo fazer alguns cursos e o que for possivel pelo skate.

Conta um pouco como foi a parceria entre você e a marca Ous shoes  , qual foi os elementos de inspiração para lançar o seu model , quem foi o artista que desenhou a palmilha, e como surgiu a idéia de contar um pouco da historia da familia Naccarato ?

Conheço o Rafael  Narciso e a sua familia a muito tempo, e a parceria vem de longa data de muita amizade, consideração e respeito desde sempre, tenho o prazer e a satisfaçao de dizer que sou muito amigo de toda a equipe e me sinto muito bem ao lado deles.

O Narciso me ajudou total na elaboração do meu model, o Laídio Tavares que é amigo nosso tambem de mili anos,é  um artista muito style que  desenhou a palmilha que retrata a historia do sobrenome Naccarato.

Como o model chama Naccarato, resolvemos contar de onde originiou os Naccaratos, resolvemos colocar uma etiqueta com o nome na lingua do tênis na parte de dentro que eu particulamente acho mais style, mais discreto.

Chain-chain Foto : Marcelo Mug

E na lingua está escrito o sobrenome Naccarato  D”AZURRO AL LEONE D’ORO que significa NO AZUL O LEão DOURADO, os mergulhadores no sul da Itália, mergulhavam com a força de um Leão Dourado no fundo do mar para buscar um material de dentro das conchas, esse material brilhava com varias tonalidades e tinha o nome Nacar e com ele eram feitos varios utensilios e jóias valiozas que eram denominadas “Nacarados” de onde originou o sobrenome Naccarato.

A Ous é uma marca que explora  pelo lado positivo a imagem do skatista,  e ao mesmo tempo valoriza  ainda mais os skatistas , quais são as ações de Marketing que você têm participado com eles ?

Procuro participar em tudo que posso, em 02 anos de marca já rolou muita coisa boa , eu estou na marca faz 01 ano e 04 mêses mais ou menos ,e já viajei para muitos lugares, Barcelona, Chile, EUA, várias cidades aqui no Brasil e participei de vários vídeos, anuncios e pretendo participar mais e mais com o crescimento da marca.

Como foi o video da Ous ( R$ 31,00 ) vivendo em Barcelona por mais de 01 mês. Qual  era  a alimentação para gastar tão pouco,  num país com a  moeda bem mais  cara com o Euro ?

Na verdade ficamos 22 dias e foi muito produtivo, filmamos muito, andei praticamente todos os dias, todos mesmo, foi muito skate/ trabalho, fomos bem focados, a ÖUS já agilizou tudo antes, lugar para ficar ,e lá comiamos onde ficamos hospedados, faziamos comida, arroz, macarrão, passamos super bem, a comida lá nao é cara .

Esse dinheiro deu  tamben foi para sair na balada , ou tomar umas cervejas nos bares ?

Claro que não…até tomamos uma cerveja um dia ou outro, mas o foco era outro.

As pessoas falam tanto de Barcelona , com é o mercado de skate por lá, existe um mercado Espanhol consolidado, ou é todo” adestrado” pelos americanos ?

O mercado lá e pequeno, existem algumas marcas locais ,bem poucas, mas muito skate acontecendo, muita condição de melhorar.

Você um dos grandes talentos do Brasil , e um  cara que sempre trouxe para dentro do skate nacional  uma evolucão diferente, olhando para trás você conseguiu cumprir com todas as tarefas  de um skatista moderno, ou ainda falta muita coisa que ainda queira fazer com seu skate ?

Sem duvida quero fazer muita coisa ainda , muita mesmo, quero evoluir mais e mais, tem muita manobra que estou quase acertando, muitas que ainda vou aprender, e crescer e amadurecer como pessoa, o skate  brasileiro precisa disso.

Agradeço a Deus, meu filho Guilherme, minha esposa Luciana, meu pai, minha mãe, meus amigos que eles sabem quem são e aos meus patrocinadores Urgh, Urghstore, ÖUS, Eleven, Arena Concept Board, Type-S e BS CREW.

Entrevista : Jorge Costa

Fotos : Marcelo Mug e Robson Sakamoto

Comments (18)

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Premier Nakalada ” lost tapes ”

Posted on 15 setembro 2010 by Nakalada

Chicago Girl

Premier Nakalada ” lost tapes ” veio com grande expectativa gerado por muitas skatistas ao longo tempo , dos ultimos 04 anos , desde o inicio das minhas filmagens, a espera que chegou ao final nesta segunda-feira dia 13 de Setembro , com exibição do filme no Cine Olido no centro de São Paulo  .

As primas de Chris Franzen vieram de Chigado (EUA) para visitar o Brasil , e foram prestigar o Nakalada ”lost tapes ”

Lost Friends

Na realidade amigos verdadeiros que andamos juntos por tantos anos ,acabam tornando-se a nossa verdadeira familia , por mais de uma década nós cultivamos  muitas alegrias e muitas ” febres ”, viagens , sessões de skate e filmagens .

Nakalada Lost Tapes, foi feito baseado no roteiro  do Nakalada promo 2000 ,   10 anos depois  ,quero salientar que  a nossa amizade é a mesma , regado de muito  skateboarding , graças ao skate.

Renato Ratinho e Marcelo Mug

O happy hour após a premier  Nakalada ” lost tapes ” foi regado  de cerveja .

Carlos From

Carlos From , é um dos skatistas que mais representa atualmente na correria da divulgação, com seu copo em punho  após o Nakalada ”Lost Tapes .”

Léo Reali

Léo Reali, foi sem duvida um dos videomakers que mais representou com o Nakalada ” lost tapes ”, com belas imagens da Europa, com seu  feito recente , Léo dropou para o Nakalada uma bela linha do acervo, que ele filmou muito recentemente em Barcelona.

Chris Franzen e as primas

Com muitas doses de gargalhadas , foi um grande ponto forte, tinham uns caras que não faziam parte da festa , estavam fantasiados no estilo fashion mexicano que tentou estragar a festa no estilo Street Dog  Fight .

Blondies

As gringas  que prestigiaram a night Lost Tapes premier .

Caio Espanhol

Direto da Espanha para o Brasil , Caio dropou direto na premier Nakalada ” lost tapes ‘‘ .

Magrão & Rafael Bork

Leitores assíduos do blog Nakalada08 , eles tamben surgiram na premier Nakalad ” lost tapes ”.

Big Beer

Okamoto

Magrão

Eu fiquei muito satisfeito com o resultado do filme na telona , pois muda totalmente a pespectiva de enchergar as imagens .

Fiquei muito satisfeito de ver o publico presente prestigiando o filme , e aplaudindo no final de cada videopart .

Lost Tapes, e´o primeiro filme nacional editado com animações de stop-motion , por Ricardo Farias e Fernando Teshainer , com certeza esses profissionais deram uma imensa contribuição para as animações deste curta/filme, a abertura ficou por conta do Invisible Man , que com certeza inovou com a idéia do tema Lost Tapes (ele que sugeriu esse subtitulo do filme , baseado na história que veio se desemrolando quando o material chegava na produtora , sua contribuição foi imensa para o video e muito inspiradora tamben) .

A compilação dos principais videomakers brasileiros como Anderson Tuca,Fernando Granja ,Bruno Passos, Gian Naccarato,Luis Mylla, Léo Reali, Rodrigo Bocão entre outros , foi certamente o ”caviar” do filme , pois esses profissionais que doaram suas imagens para ajudar esse projeto, a ter um ”upgrad”, com apenas  minhas imagens  não seria possivel realizar  .

Deixo aqui meus principais agradecimentos , pois a lista é enorme , e ela vai aumentando gradativamente conforme irei lembrando o nome dos amigos .

Produtora Lado B filmes :

Invisible Man,Gabriel Martinez,Fernando Thesainer, Lucas Cabu , Léo Reali,Caio Espanhol,Ricardo Farias .

Mídia : Revista Tribo Skate

Fotografo : Heverton Ribeiro (responsável pela capa ) e Marco Rothbrust , Marcelo Mug .

Arte : Sesper

Cine Olido : Obrigado por todo o suporte prestado no atendimento para a exibicão do filme em especial Alex e Sueli Andreato .

Amigos : Thiago Pino, Anderson Curumin, Luisa e Chris Fransen,Carlos From (……….) e todos os outros que eu esqueci , e que ainda irei acresentar nessa lista .

Skatistas : todos os caras que aparece no filme , sem vocês não existe filme de skate , e nem mercado de skate .

A minha palavra final é .

- Quem faz o mercado do skate existir é unicamente nós que andamos de skate , pois sem o skatista não existe mercado de skate , e não o contrario, como o mercado quer impor para nós , que praticamos skate durante todos esses anos .

-  Jorge Costa

Comments (4)

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Entrevista : Heverton Ribeiro

Posted on 10 agosto 2010 by Nakalada

O Jovem fotografo Heverton Ribeiro é muito conceituado no mundo do skate brasileiro e americano .

Em alguns anos de trabalho Heverton , já tinha amadurecido no seu trabalho no mundo da fotografia digital.

Ele teve a oportunidade de aprender muito rápido , conheceu as pessoas certas como Otávio Neto e Shin Sikuma .

Focado no seu objetivo, e com sua câmera em punho,na época já contratado como fotografo da Revista Tribo Skate ele evoluiu.

Enquanto nós podemos imaginar que Heverton está indo numa direção , pode ter certeza que ele já está fazendo muito mais além doque imaginamos.

Quando já estava numa boa fase profissional no mercado do skate brasileiro , Heverton canalizou energia positiva em sua vida .

Foi quando foi escolhido para fotografar a tuor da Dvs Shoes no Brasil , ele ”sacou ”a oportunidade que vinha até ele naquele momento.

E não se intimidou com a responsabilidade  de trabalhar com um time de gringos, e a recompensa foi produzir a matéria inteira da tuor DVS na revista The Skateboard Mag.

Ele faz parte de uma nova era de profissionais , da fotografia digital , que talvez tenha ficado mais fácil, para ele mostra seu trabalho em qualquer lugar que ele possa estar, assim como sua mente para achar ângulos inusitados para fotografar.

Entrevista : Jorge Costa

Revisão : Giane Costa

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Heverton Ribeiro

 

JC:  Indo direto ao assunto, conte um pouco da sua história como skatista e de como  começou envolver-se com a fotografia, qual era o equipamento que usava no início ?

Heverton: Em 1987, eu estava passeando com minha mãe, e passei em frente uma loja de skate na Zona Leste de São Paulo. Entramos para perguntar o preço de um skate.   Mas era muito caro (risos), então ,voltei pra casa com uma única missão: montar meu skate.   Não importava o que acontecesse eu ia montar meu próprio skate.     Achei uma chapa de compensado de madeira, meu irmão mais velho tinha uns patins da topper. Aquele que é um tênis em cima de uma base de ferro parafusado (risos ). Então, pedi para   que ele me desse os patins,mas,  tive que fazer um skate pra ele (risos).   Serrei  o compensado no vizinho para cortar .  Cortei a base dos patins ao meio e parafusei no compensado sem lixa, depois pintei com spray vermelho, o skate ficou tão ruim e fino que nem dava pra pegar impulso, mais com esse skate aprendi a rodar 360 no chão, nessa época eu tinha 7 anos de idade.

Andei de skate direto quase todos os dias  de 1987 até 1999.   Nessa época fiz uma viagem para a Europa. Sozinho,  para a França, comprei uma câmera fotográfica num supermercado, uma Minolta que era a prova d’água.    Eu a usei  durante toda a viagem e mais uns dois anos.

Depois comprei uma máquina semi- profissional da Cannon ,com uma pequena lente comecei a fotografar com ela,  alguns aniversários de criança e jogos de futebol amadores, assim, além de aprender mais, ainda conseguia fazer algum dinheiro pra comprar outros equipamentos.

Bob Burnquist foto: Heverton Ribeiro

JC:Você apareceu lá na Tribo , quando a sede era em Santana, nesta época você buscava alguma coisa especifica? O que rolava naquela época?

Heverton:  Quando comecei a fotografar  e depois ao ir  à revista  Tribo, já estava sábio (já estava consciente do que sabia). Eu queria ser fotógrafo , e  nada ia me  desviar do meu   objetivo. Pois, nessa época, já tinha  um filho pra sustentar ,então não podia ser mais uma brincadeira pra ver o que ia acontecer.

JC:Você teve uma experiência  fazendo alguma escola técnica de fotografia? Ou fazia fotos de casamento e andava de skate  e resolveu tornar-se fotografo  ?

E: Não, nunca fiz  curso em nenhuma escola técnica, nem fotos de casamento, mas, isso porque não tinha nenhum contato com ninguém na área fotográfica. Pois, se tivesse que fazer isso pra aprender mais, não iria me importar de forma alguma.

 JC: Quais foram suas influências fotográficas? Existe o desejo de   moldar seu trabalho diário em cima das pessoas que  influenciam  sua maneira de fotografar,  e  consequentemente   fazer exatamente igual ao  que você viu impresso no trabalho de alguém?

Giancarlo Naccarato Foto: Heverton Ribeiro

Heverton: Eu gosto muito das fotos do Brian Gaberman, e posso considerar ele como uma influência no meu trabalho,  tive o prazer de trabalhar com ele na Skateboarder Mag, e ele me ajudou muito no começo.  Eu curto muito olhar o trabalho de outros fotógrafos,pois, sempre aprendo alguma coisa, mais nunca tentei fazer uma foto igual, a de outro fotografo, pois sempre tive em mente criar uma personalidade fotográfica diferenciada.

Danny Way foto : Heverton Ribeiro

JC: Na fase que você veio para Revista Tribo Skate, você já era capaz de visualizar seu trabalho numa fase de evolução? Com seu amadurecimento precoce sentia firmeza em cima do que estava fazendo? 

Heverton: Quando comecei na revista Tribo tudo era novidade, então sempre ficava atento a tudo que estava acontecendo, fazia muitas perguntas para o Shin Sikuma e para o Otavio Neto, e eles sempre me ensinaram muito. Nessa época, eu já tinha uma boa noção, do que estava fazendo,  mas ainda era uma fase de aprendizado, e de testar os flashs e a luz. Além disso,  naquele  tempo, tudo era feito em filme, então, a margem de erro tinha que ser a mínima possível.

 JC: Você curtia usar velhos equipamentos para aperfeiçoar sua técnica? Eu li recentemente que o skatista  Alex Olson , usa uma Nikon FM 2  até os dias de hoje, ele não gosta muito de digital. Existe um divisor de águas em cima do equipamento analógico e do digital? Você acredita que seria capaz de evoluir tão rápido se tivesse na era analógica, ou isso não influencia?

Heverton: Quando comecei a fotografar tudo era feito em filme, e isso me fez aprender realmente a fotografar da maneira certa, me  ensinou a ter certeza do resultado que queria,  quanto a luz e as cores de uma forma  diferente para cada foto.  Trabalhei com filme no começo por 4 anos, até que comprei minha primeira câmera digital, pois isso era fundamental para a  revista e para o trabalho fluir de maneira mais rápida em viagens. Com a digital consigo aperfeiçoar pequenos detalhes, e posicionar os flashs alguns centímetros para cima ou para o lado e assim eliminar alguma imperfeição. O grande lance da digital é você poder ver a foto na hora, isso facilita muito pra quem não sabe fotografar muito bem ainda. Pois, o cara pode refazer a luz muitas vezes até a foto ficar boa. Mas essa é a diferença de quem aprendeu a fotografar com filme. Quem fotografa com a analógica, quando chega no pico já sabe o que vai fazer. E não fica ali fazendo um monte de foto pra salvar uma, que esteja com a luz e o foco perfeitos.

Adam

Adam

  JC: Você obteve retorno profissional internacional ,quando rolou uma tour com os caras da Dvs Shoes no Brasil ? Esse foi o seu  primeiro passo para carreira internacional , conte  para nós, como  foi  esse inicio. E  a matéria com suas fotos na The Skateboard Mag?

Heverton: Quando  a DVS veio ao Brasil, eu fui chamado para fazer somente uma entrevista paralela com o Daewon Song e nada mais. Como ele teve alguns problemas pessoais  acabou não vindo ao Brasil, então fiquei meio perdido, pois não tinha o que fazer. Mesmo assim, resolvi fazer algumas fotos com os outros integrantes da DVS que estavam por aqui.  Pois, só iria ficar com os caras  em tour, os dois   primeiros dias. Então fizemos algumas fotos e quando  voltamos ao hotel, eu fui direto tratá-las e chamei a galera para vê-las depois disso. Aproveitei para mostrar mais algumas feitas por mim,   do Bob Burnquist, Danny Way e de outros alguns grandes nomes do skate. Os caras curtiram as fotos que tínhamos feito e virou hábito  toda noite o pessoal  se reunir no meu quarto para escutar musica e ver as fotos. Só que eu tinha que ir embora no terceiro dia, porque o Giovanne Reda  iria assumir o restante da tour. Nesse meio tempo o time  da DVS se reuniu e me perguntou se eu queria assumir toda a tour  com eles,  fazendo as fotos pra a revista The Skateboard Mag. Eu aceitei.Fiz todas as fotos para matéria  que saiu com um DVD encartado , distribuído para o mundo todo. Uma coisa muito importante foi  que quando a turnê acabou, eles me chamaram para fazer parte da equipe como fotografo, dessa maneira  surgiu, então, meu patrocínio com a DVS.

Bruno Passos foto: Heverton Ribeiro

  JC: Foi quando você começou  a trilhar carreira internacional certo? E como foi seu inicio nos EUA,  sua adaptação com as marcas e os skatistas gringos? Como fazia para interagir com eles embora você não soubesse falar inglês,   e no entanto, tinha que fotografar o Cristian Hosoy e Daewon Song. Fale sobre  essa experiência incrível.

Heverton: Na  verdade quando a DVS veio ao Brasil eu já tinha colocado algumas fotos na The  SKATEBOARD MAG,  porque algum tempo antes, tinha feito minha  viagem   para Califórnia, vou quando comecei a treinar meu inglês.

Conheci o Brian Gaberman e conversava sempre com ele por e-mail, só que como  o cara  foi trabalhar na Element ele  me passou o contato do editor da Skateboarder o Jaime Owens. Então passei a falar com o editor, o cara acabou colocando algumas fotos minhas na revista,  mesmo eu não estando nos EUA. A primeira página dupla que saiu foi um fs lipslide do Fabio Sleiman num corrimão azul em Los Angeles, que foi usada no índice da revista .

Depois com o fim da tour da DVS, acabou que  eles me convidaram para ir para Los Angeles, fazer a entrevista com o Daewon Song que por sinal  morava perto da casa do TRHONN  amigo meu. Logo depois, de conhecê-lo   fizemos as fotos  que terminaram por ser usadas na campanha DVS, Matix e Almost.

O Hosoy, eu já conhecia através do Genovesi, que frequentava a mesma igreja.

Também fiz a primeira session com  o Hosoy que  foi muito boa. Aí foi automático a gente começar a fazer fotos  toda semana, foi quando eu comecei a fotografar para a marca Hosoi Skates.   As fotos  saíram em muitos lugares, em  pôsters e estampadas em shapes da Hosoi e na Pocket Pistol.

Nessa época eu já estava bem familiarizado com o jeito de trabalhar dos americanos, pois, já morava em Los Angeles por bastante tempo. Trabalhei  para a Hurley , Volcom, Red bull, Almost e Matix, DVS, Nike Sb, Royal Trucks, Ogio, S-One e Stereo Skateboards, então, acredito que meu relacionamento com as marcas americanas  e com os skatistas seja muito bom.

Fábio Sleiman foto : Heverton Ribeiro

JC: Você lançou seu primeiro livro, e vem vindo outro, conte como foi sua experiência, quem elogiou lá fora, e porque vem vindo outro tão rápido ?

Heverton: Eu lancei o meu livro com nome SAMPLE em setembro de 2009, na cidade Los Angeles. A exposição foi na skatepark da Hurley em Costa Mesa.O livro é um projeto limitado de 200 edições que podem ser customizadas de acordo com o gosto de cada um, você pode escolher a capa fosca ou brilhante, gramatura do papel essas coisas.

Graças a Deus,  bastante gente elogiou. Caras influentes como Grant Brittain, Dave Swift que são os editores chefes da Theskateboard Mag, o Atiba Jefferson, o Paul Rodrigues,  Eric  Koston,Mike Carroll o Giovane Reda, o Jaime Owens da Skateboarder que fez a apresentação do livro, o Daewon Song,  Hosoi,  Chico Brenes ,Rodrigo TX ,Gerdal e Genovesi, Bob Burnquist e mais uma galera elogiou, graças a Deus .

O livro novo chega até o final do ano, mais esse  ainda esta em andamento, por isso, prefiro falar dele somente quando ele estiver pronto.

JC: Quais skatistas que você mais curtiu fotografar lá fora? E a quem gostaria de fotografar que ainda não o fez? Quais seriam suas novas metas ?

Heverton: Gostei muito de fotografar vários eskatistas como: Bob Burnquist, Danny Way,  Daewon Song, Hosoi, Rob Gonzales e Eric Koston  ,Steve Alba, Torey Pudwill, Zered Basset ,Chico Brenes,Kristian Bonholt , Leo Romero e Danny Montoya.   Ainda tem uma galera que eu quero fotografar …

Mauricio Fratea” Bozo ”

Comments (9)

Tags: , , , , ,

Gian Naccarato lança novo model !!

Posted on 03 março 2010 by Nakalada

Naccarato novo model

O skatista Giancarlo Naccarato tornou-se profissional em meados de 1994, ainda muito jovem , pois ainda era adolecente , mas sua mente já era bem voltada ao profissinalismo . Pois Gian junto com város brasileiros viajaram para Europa para correr todo o circuito europeu. Por essa atitude naquele época seu nome valorizou muito, além do nivel muito alto como skatista . Seu ultimo model foi lançado  em madeira marfin (madeira do paraguai) e o Maple (pinho canadense ) pela mesma marca a Son Skateboards no ano 2000.  10 anos depois Gian lança seu novo model pela Eleven Skateboards com o desenho do brasão da familia Naccarato .

- Jorge Costa

Comments (0)