O Jovem fotografo Heverton Ribeiro é muito conceituado no mundo do skate brasileiro e americano .
Em alguns anos de trabalho Heverton , já tinha amadurecido no seu trabalho no mundo da fotografia digital.
Ele teve a oportunidade de aprender muito rápido , conheceu as pessoas certas como Otávio Neto e Shin Sikuma .
Focado no seu objetivo, e com sua câmera em punho,na época já contratado como fotografo da Revista Tribo Skate ele evoluiu.
Enquanto nós podemos imaginar que Heverton está indo numa direção , pode ter certeza que ele já está fazendo muito mais além doque imaginamos.
Quando já estava numa boa fase profissional no mercado do skate brasileiro , Heverton canalizou energia positiva em sua vida .
Foi quando foi escolhido para fotografar a tuor da Dvs Shoes no Brasil , ele ”sacou ”a oportunidade que vinha até ele naquele momento.
E não se intimidou com a responsabilidade de trabalhar com um time de gringos, e a recompensa foi produzir a matéria inteira da tuor DVS na revista The Skateboard Mag.
Ele faz parte de uma nova era de profissionais , da fotografia digital , que talvez tenha ficado mais fácil, para ele mostra seu trabalho em qualquer lugar que ele possa estar, assim como sua mente para achar ângulos inusitados para fotografar.
Entrevista : Jorge Costa
Revisão : Giane Costa

Heverton Ribeiro
JC: Indo direto ao assunto, conte um pouco da sua história como skatista e de como começou envolver-se com a fotografia, qual era o equipamento que usava no início ?
Heverton: Em 1987, eu estava passeando com minha mãe, e passei em frente uma loja de skate na Zona Leste de São Paulo. Entramos para perguntar o preço de um skate. Mas era muito caro (risos), então ,voltei pra casa com uma única missão: montar meu skate. Não importava o que acontecesse eu ia montar meu próprio skate. Achei uma chapa de compensado de madeira, meu irmão mais velho tinha uns patins da topper. Aquele que é um tênis em cima de uma base de ferro parafusado (risos ). Então, pedi para que ele me desse os patins,mas, tive que fazer um skate pra ele (risos). Serrei o compensado no vizinho para cortar . Cortei a base dos patins ao meio e parafusei no compensado sem lixa, depois pintei com spray vermelho, o skate ficou tão ruim e fino que nem dava pra pegar impulso, mais com esse skate aprendi a rodar 360 no chão, nessa época eu tinha 7 anos de idade.
Andei de skate direto quase todos os dias de 1987 até 1999. Nessa época fiz uma viagem para a Europa. Sozinho, para a França, comprei uma câmera fotográfica num supermercado, uma Minolta que era a prova d’água. Eu a usei durante toda a viagem e mais uns dois anos.
Depois comprei uma máquina semi- profissional da Cannon ,com uma pequena lente comecei a fotografar com ela, alguns aniversários de criança e jogos de futebol amadores, assim, além de aprender mais, ainda conseguia fazer algum dinheiro pra comprar outros equipamentos.

JC:Você apareceu lá na Tribo , quando a sede era em Santana, nesta época você buscava alguma coisa especifica? O que rolava naquela época?
Heverton: Quando comecei a fotografar e depois ao ir à revista Tribo, já estava sábio (já estava consciente do que sabia). Eu queria ser fotógrafo , e nada ia me desviar do meu objetivo. Pois, nessa época, já tinha um filho pra sustentar ,então não podia ser mais uma brincadeira pra ver o que ia acontecer.
JC:Você teve uma experiência fazendo alguma escola técnica de fotografia? Ou fazia fotos de casamento e andava de skate e resolveu tornar-se fotografo ?
E: Não, nunca fiz curso em nenhuma escola técnica, nem fotos de casamento, mas, isso porque não tinha nenhum contato com ninguém na área fotográfica. Pois, se tivesse que fazer isso pra aprender mais, não iria me importar de forma alguma.
JC: Quais foram suas influências fotográficas? Existe o desejo de moldar seu trabalho diário em cima das pessoas que influenciam sua maneira de fotografar, e consequentemente fazer exatamente igual ao que você viu impresso no trabalho de alguém?

Giancarlo Naccarato Foto: Heverton Ribeiro
Heverton: Eu gosto muito das fotos do Brian Gaberman, e posso considerar ele como uma influência no meu trabalho, tive o prazer de trabalhar com ele na Skateboarder Mag, e ele me ajudou muito no começo. Eu curto muito olhar o trabalho de outros fotógrafos,pois, sempre aprendo alguma coisa, mais nunca tentei fazer uma foto igual, a de outro fotografo, pois sempre tive em mente criar uma personalidade fotográfica diferenciada.

Danny Way foto : Heverton Ribeiro
JC: Na fase que você veio para Revista Tribo Skate, você já era capaz de visualizar seu trabalho numa fase de evolução? Com seu amadurecimento precoce sentia firmeza em cima do que estava fazendo?
Heverton: Quando comecei na revista Tribo tudo era novidade, então sempre ficava atento a tudo que estava acontecendo, fazia muitas perguntas para o Shin Sikuma e para o Otavio Neto, e eles sempre me ensinaram muito. Nessa época, eu já tinha uma boa noção, do que estava fazendo, mas ainda era uma fase de aprendizado, e de testar os flashs e a luz. Além disso, naquele tempo, tudo era feito em filme, então, a margem de erro tinha que ser a mínima possível.
JC: Você curtia usar velhos equipamentos para aperfeiçoar sua técnica? Eu li recentemente que o skatista Alex Olson , usa uma Nikon FM 2 até os dias de hoje, ele não gosta muito de digital. Existe um divisor de águas em cima do equipamento analógico e do digital? Você acredita que seria capaz de evoluir tão rápido se tivesse na era analógica, ou isso não influencia?
Heverton: Quando comecei a fotografar tudo era feito em filme, e isso me fez aprender realmente a fotografar da maneira certa, me ensinou a ter certeza do resultado que queria, quanto a luz e as cores de uma forma diferente para cada foto. Trabalhei com filme no começo por 4 anos, até que comprei minha primeira câmera digital, pois isso era fundamental para a revista e para o trabalho fluir de maneira mais rápida em viagens. Com a digital consigo aperfeiçoar pequenos detalhes, e posicionar os flashs alguns centímetros para cima ou para o lado e assim eliminar alguma imperfeição. O grande lance da digital é você poder ver a foto na hora, isso facilita muito pra quem não sabe fotografar muito bem ainda. Pois, o cara pode refazer a luz muitas vezes até a foto ficar boa. Mas essa é a diferença de quem aprendeu a fotografar com filme. Quem fotografa com a analógica, quando chega no pico já sabe o que vai fazer. E não fica ali fazendo um monte de foto pra salvar uma, que esteja com a luz e o foco perfeitos.

Adam
JC: Você obteve retorno profissional internacional ,quando rolou uma tour com os caras da Dvs Shoes no Brasil ? Esse foi o seu primeiro passo para carreira internacional , conte para nós, como foi esse inicio. E a matéria com suas fotos na The Skateboard Mag?
Heverton: Quando a DVS veio ao Brasil, eu fui chamado para fazer somente uma entrevista paralela com o Daewon Song e nada mais. Como ele teve alguns problemas pessoais acabou não vindo ao Brasil, então fiquei meio perdido, pois não tinha o que fazer. Mesmo assim, resolvi fazer algumas fotos com os outros integrantes da DVS que estavam por aqui. Pois, só iria ficar com os caras em tour, os dois primeiros dias. Então fizemos algumas fotos e quando voltamos ao hotel, eu fui direto tratá-las e chamei a galera para vê-las depois disso. Aproveitei para mostrar mais algumas feitas por mim, do Bob Burnquist, Danny Way e de outros alguns grandes nomes do skate. Os caras curtiram as fotos que tínhamos feito e virou hábito toda noite o pessoal se reunir no meu quarto para escutar musica e ver as fotos. Só que eu tinha que ir embora no terceiro dia, porque o Giovanne Reda iria assumir o restante da tour. Nesse meio tempo o time da DVS se reuniu e me perguntou se eu queria assumir toda a tour com eles, fazendo as fotos pra a revista The Skateboard Mag. Eu aceitei.Fiz todas as fotos para matéria que saiu com um DVD encartado , distribuído para o mundo todo. Uma coisa muito importante foi que quando a turnê acabou, eles me chamaram para fazer parte da equipe como fotografo, dessa maneira surgiu, então, meu patrocínio com a DVS.

Bruno Passos foto: Heverton Ribeiro
JC: Foi quando você começou a trilhar carreira internacional certo? E como foi seu inicio nos EUA, sua adaptação com as marcas e os skatistas gringos? Como fazia para interagir com eles embora você não soubesse falar inglês, e no entanto, tinha que fotografar o Cristian Hosoy e Daewon Song. Fale sobre essa experiência incrível.
Heverton: Na verdade quando a DVS veio ao Brasil eu já tinha colocado algumas fotos na The SKATEBOARD MAG, porque algum tempo antes, tinha feito minha viagem para Califórnia, vou quando comecei a treinar meu inglês.
Conheci o Brian Gaberman e conversava sempre com ele por e-mail, só que como o cara foi trabalhar na Element ele me passou o contato do editor da Skateboarder o Jaime Owens. Então passei a falar com o editor, o cara acabou colocando algumas fotos minhas na revista, mesmo eu não estando nos EUA. A primeira página dupla que saiu foi um fs lipslide do Fabio Sleiman num corrimão azul em Los Angeles, que foi usada no índice da revista .
Depois com o fim da tour da DVS, acabou que eles me convidaram para ir para Los Angeles, fazer a entrevista com o Daewon Song que por sinal morava perto da casa do TRHONN amigo meu. Logo depois, de conhecê-lo fizemos as fotos que terminaram por ser usadas na campanha DVS, Matix e Almost.
O Hosoy, eu já conhecia através do Genovesi, que frequentava a mesma igreja.
Também fiz a primeira session com o Hosoy que foi muito boa. Aí foi automático a gente começar a fazer fotos toda semana, foi quando eu comecei a fotografar para a marca Hosoi Skates. As fotos saíram em muitos lugares, em pôsters e estampadas em shapes da Hosoi e na Pocket Pistol.
Nessa época eu já estava bem familiarizado com o jeito de trabalhar dos americanos, pois, já morava em Los Angeles por bastante tempo. Trabalhei para a Hurley , Volcom, Red bull, Almost e Matix, DVS, Nike Sb, Royal Trucks, Ogio, S-One e Stereo Skateboards, então, acredito que meu relacionamento com as marcas americanas e com os skatistas seja muito bom.

Fábio Sleiman foto : Heverton Ribeiro
JC: Você lançou seu primeiro livro, e vem vindo outro, conte como foi sua experiência, quem elogiou lá fora, e porque vem vindo outro tão rápido ?
Heverton: Eu lancei o meu livro com nome SAMPLE em setembro de 2009, na cidade Los Angeles. A exposição foi na skatepark da Hurley em Costa Mesa.O livro é um projeto limitado de 200 edições que podem ser customizadas de acordo com o gosto de cada um, você pode escolher a capa fosca ou brilhante, gramatura do papel essas coisas.
Graças a Deus, bastante gente elogiou. Caras influentes como Grant Brittain, Dave Swift que são os editores chefes da Theskateboard Mag, o Atiba Jefferson, o Paul Rodrigues, Eric Koston,Mike Carroll o Giovane Reda, o Jaime Owens da Skateboarder que fez a apresentação do livro, o Daewon Song, Hosoi, Chico Brenes ,Rodrigo TX ,Gerdal e Genovesi, Bob Burnquist e mais uma galera elogiou, graças a Deus .
O livro novo chega até o final do ano, mais esse ainda esta em andamento, por isso, prefiro falar dele somente quando ele estiver pronto.
JC: Quais skatistas que você mais curtiu fotografar lá fora? E a quem gostaria de fotografar que ainda não o fez? Quais seriam suas novas metas ?
Heverton: Gostei muito de fotografar vários eskatistas como: Bob Burnquist, Danny Way, Daewon Song, Hosoi, Rob Gonzales e Eric Koston ,Steve Alba, Torey Pudwill, Zered Basset ,Chico Brenes,Kristian Bonholt , Leo Romero e Danny Montoya. Ainda tem uma galera que eu quero fotografar …

Mauricio Fratea” Bozo ”


