Tag Archive | "Volcom"

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Quem é Stephanie Cherry Bomb ?

Posted on 09 janeiro 2012 by Nakalada

Cherry Bomb

 

A australiana Stephanie “Cherry Bomb” acaba de desembarcar na cena Volcomunity. Fresca como uma doce fruta, seu sorriso, seu estilo de vida extraordinária conquistou os corações do painel Volcomunity, fazendo dela a mais recente embaixadora para se juntar à tripulação de outras meninas frescas fazendo coisas legais. Ela tem apenas 19 anos viajar o mundo como modelo o  tempo inteiro não é tarefa fácil, quando você vem de um dos lugares mais bonitos do mundo … Sydney, Austrália. Essa estrela em ascensão tem muito a compartilhar, portanto, fique atento quanto as suas atualizações no Volcomunity com contos  de suas viagens e da sua vida atrás das lentes.

 

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Back to back with Victor Sussekind and Luan Oliveira

Posted on 13 novembro 2011 by Nakalada

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A origem de Ragueb Rogério

Posted on 24 julho 2011 by Nakalada

Ragueb Rogério

Ragueb Rogério é uma grande referência do skate nacional, além
das suas atitudes como um autentico punk,vindo naquela época que as pessoas
atravessam a rua para não encarar um .

Como qualquer moleque paulista, Ragueb também pirou em andar
de skate, além de escreveu sua história como skatista overall, ele doou muito
de  si próprio,  para fazer o skate acontecer no Brasil.

Hoje ele já passou por todas as fazes do mercado, e hoje seria o momento de colher, muito mais por tudo que ele plantou durante sua carreira no skate, aqui no Brasil as empresas não valorizam suas lendas , e nem por isso ele para de andar.

Nessa fase  atual do skate nacional com tantas marcas ‘’gringas’’ que não fazem nada pela cena brasileira fortalecer,apenas manipulam e querem  usufruir do trabalho construído por tantas pessoas lá atrás.

Ragueb se matem forte em cima do seu ideal, e ainda contribui com seu skate da maneira que pode,para se manter fiel em tudo que ele acredita , e que transformou em quem ele é .

Como é seu estilo de skate  qual é a sua definição para se expressar em cima do seu skateboard como skatista overall?

Cara , eu não sei bem lhe explicar isso, pois meu style é o mais natural possível,sempre fui assim e vai ser dificil mudar esse meu jeito de andar.

Gosto muito andar de skate no gás , andar em transição de todos os tipos. Sair
remando nas ruas ,fazer street é muito bom e claro down hill . Andar de skate é
muito bom né cara , liberdade pura que você têm. Na real ando de skate em qualquer lugar a minha escola foi essa e isso eu preservo.

E, andando de skate o que eu expresso é tudo o que sou, e estou passando de verdade, se estou bem comigo mesmo a sessão flui bem , na injuria não rola. Acho que isso se reflete tão verdadeiro na minha relação com meu skate

Seu nome é Rogério Ragueb, ou
Ragueb Rogerio afina, conta pra gente como é seu  nome ,qual
origem desse nome diferente ?

Ragueb Rogério, origem pura de etnia Árabe ,meu pai inclusive teve irmãos hoje já
falecidos ,eles nasceram na Síria. Meus avós paternos vieram para o Brasil em
1925 fugidos da Santa Guerra (na Santa Terra não existe paz dizia minha avó)
guerra que impera até hoje e ela veio com um filho e grávida de outro ,dois meses
de navio .

Meu avô tinha esse nome que é sempre escolhido um para cada geração para
carregar ele como nome e eu  fui contemplado (risos).  Doidera.

Teve algum problema na sua adolescência, além das brigas de moleque nas ruas ?

E quem não teve ? só quem cresceu em condomínio que não (risos) . Eu comecei a
andar de skate muito cedo, e tão cedo também conheci a rua . Sempre fui o mais
novo na ‘’banca’’ de quando comecei a andar e depois que me ‘’engedrei ‘’
na cena e com isso comecei a ver tudo muito cedo aprender as coisas rápido e ficar
ligeiro, quase tudo na minha vida foi precoce.

Você começou andar de skate ,quando o skate era totalmente punk certo ?

Errado ! Em uma época em que o punk representava o skate . Mas existia
uma ‘’banca’’ que já ouvia por exemplo N.W.A ,PUBLIC ENEMY , RUN DMC, Darks ,
góticos era gente de todos os tipos naquela época  .

Mas realmente o punk tinha mais a ver sim em uma época que down hill era
chamado de street  skate.  Era sair com uns 20,30  caras remando sem fim pelas ruas ,andar o dia
inteiro e ir direto para balada suado e fedido da sessão de skate foi muito bom
. Arrumar um pico para ‘’mocár ’’ o skate e pegar na saída,zuar de verdade na
rua  sair pra causar mesmo. E acho que
essa é a grande identidade de um com o outro. Ambos tem tanta cultura  que acabam sendo contra cultura !!

Ragueb Rogerio foto : Carlos Henrique

Como era o estilo da galera  dessa época  todo mundo era punk , mas tinha também uns outros que eram muito
coloridos como era as diferenças de estilos ?

Quem gostava de punk rock mesmo andava como hoje em dia  , camiseta de banda ou lisa ,calça jeans e um’’
boot’’ e já era vai para seu rolê. E tinha uma galera que arrojava mais no
style…

Bermuda por cima da calça de moletom,aba do Boné levantada e sempre algo em baixo,franja caída no queixo,era engraçado. Mas tinha os caras de dreads
muito mais punk que certos punks.  Dicípulos
de Bad Brains e isso foi passado para mim  graças a Deus…Obrigado Thronn
, Bolota e Esquilo….. Mad Rats Crew (88)

Porque você  se identificou  mais com estilo punk ?

Talvez por ser um ‘’ser’’ inconformado com o conformismo. Desde pequeno sempre
fui muito observador e absurdos sempre me chamaram mais atenção .

O Punk ,HC , Metal acaba sendo uma espécie de trilha sonora na minha vida ,identidade
mútua .

No punk encontro uma válvula de escape poís varias letras relatam coisas que eu queria estar dizendo para todo mundo ouvir.

Eu sei que você também andava em
half-pipe  na época da Prestige Skatepark, não anda mais porque ?

Na verdade já andava em half antes da Prestigie. Na Top Sport que é a minha mãe
na transições.  Sempre gostei de andar no
half . Acho mais fácil pois você tem mais tempo pra voltar a manobra,outro tempo
,outro cálculo  mais velocidade .

Acredito que o rumo que a minha vida tomou me afastou um pouco do half  e própria falta de ter um perto de casa . Mas impossível trombar com um e não dropar e dar umas manobras básicas.

Ragueb e Duzinho foto : Ricardo Porva

Conta um pouco como era aquela época da Prestige , você era patrocinado pela Brand – X , lembro também
do Kako , que andava muito também vocês sempre andavam junto  ?

Nossa , que época boa , era só andar de skate o dia inteiro ,sem compromisso
com nada aprendia manobra todo dia ,as vezes mais que uma dependendo do dia .

Você podia fazer street ou andar na mini-ramp e andar  no half lá era muito bom Imagina todo mundo moleque
dividindo a mesma plataforma . Eu , Digo
Meneses ,Geninho Amaral ,Rogério Mancha ,Bob Burnquist ,Ueda ,Gian Naccarato  , Anjinho Frugis, Cris Matheus entre outros .

Nessa época eu tinha patrocínio da Mad Rats e  Brand-X e na realidade andava com o Kako mais
quando tinha as demos da Brand-X no interior , em campeonatos ou nas pistas
mesmo .O Kako andava muito de skate,fazia  várias manobras  e tinha style. Era bom porque  ele sempre se atualizava no rolê de skate e eu
absorvia isso tudo pois a evolução é contínua .

Depois você foi morar em Floripa , e uns dos primeiros a ser patrocinado pela Drop Dead
, quando a marca estava começando , como foi  divulgar a marca no inicio,e ver que em pouco tempo ela transformou -se numa marca muito grande ?

Isso mesmo, mudei para Floripa logo que passei para Pró (94/95) e em pouco tempo o
Dranho já estava me dando algumas roupas da Drop Dead ,a marca nessa época
tinha 03 ou 04 de mercado, andar pra Drop Dead  sempre foi um prazer ,uma família mesmo.

O Eduardo ,Andréia , Carla , Sal , Marcelo e a gangue toda sempre foram para
frente ,visionários e honestos até demais com o Skate. E eu sou prova viva que
tudo nasceu na luta ali,nada foi feito nas coxas . As roupas sempre style de
qualidade,se é para fazer shape ,vamos fazer nossa fábrica.  Se vamos entrar em campeonatos ,vamos ter
nossa pista. Se a serigrafia da zica , vamos fazer uma . Se o circuito
Profissional está uma merda , vamos fazer uma etapa animal por 10 anos . Se o
mercado não entende nossa linguagem , vamos fazer nossas lojas ,a primeira
marca do Brasil a fazer Tour (2000).

Porra ,não se transformou em pouco tempo e sim com muito trabalho. Além de
sempre ter uma equipe cabulosa na cena. Eu aprendi muito na Drop , tanto como
Skater como em logística de trabalho,e acredito que vários pessoas aprenderam
também com a marca,aí estamos completando 20 anos da Drop Dead e 17 anos comigo.

Qual foi o seu patrocínio que realmente deu um suporte como skatista profissional ?

Volcom , Globe e Vans.

Frontside Ollie to Backside Disaster

Na sua visão  e experiênciaa de 25 anos  como skatista , como você imagina um modelo de patrocinio para um skatista profissional veterano ?

Sempre lançar um novo model de shape assinado pela marca que fez um trabalho
duradouro, assinar outros  produtos com
seu nome ou uma linha específica para manter o mito vivo e retribuir tudo o que
esse skatista fez pois se ele chega a ser um veterano é porque ele não é
comédia ninguém finge tanto tempo na cena.

Acho que  relançar antigos models dele , envolver ele em tours e
dignificar o cara por tudo que ele representou durante todos os anos de
carreira profissional.

Acompanhei os anúncios da Gardhenal
, achei um puta trabalho com identidade , então o que
aconteceu recentemente ?

Muito obrigado por gostar pois o que fez isso acontecer foi um trabalho árduo e
com a colaboração de grandes amigos que por ironia do destinos são muito bons
no que fazem.

Nomes como Sesper , Marco Ubaldo , Billy Argel , Luiz Gordo , DNT , Maia e por
ai vai … São pessoas que sempre captaram as minhas idéias e souberam
expressa-las da melhor forma possivel.

O que aconteceu recentemente ? Aconteceu que sem dinheiro nada se faz e você  tem que tirar grana que entra para sobreviver
para tocar uma marca é surreal . Por esse motivo a GARDHENAL SKATES diminuiu a
demanda de seus produtos mas nunca deixou de existir e em 2011 muita coisa nova
vai acontecer . Silks pesados nos 10 novos modelos assinados por esses artistas
mais camisetas não muito menos assustadoras e uma linha completa de acessórios.

Então agora mais que nunca quem gosta vai amar e que não gosta que se foda . Está
tudo muito pesado e estamos prontos para a treta. Para desmoldar o conformismo
que se transformou o skate . Skate Marginal !!!! For Life , Eterno …

Conta como foi fazer o model do Duane Peters  com a Gardhenal  ?

Ao mesmo tempo que inusitado muito satisfatório … Porra , uma lenda vivia que
sempre  me inspirou … Um cara que faz o som que gosto de ouvir e ainda
se tornou um grande amigo meu e ainda fomos contra o sistema . Quer dizer
, todo skater brasileiro tem o sonho de um dia ter um model de shape na América
e um ídolo meu norte- americano assinou um deck numa marca brasileira ,

na minha marca a Gardhenal e aproveito e convido deem um check out  no www.gardhenalskates.blogspot.com
está muito legal e podem ver o vídeo de divulgação do shape do Duane
Peters .

Ragueb Rogério foto : Rodrigo Kbça

Duane Peters é sua maior inspiração ?

Não sei se a maior mas uma forte inspiracão …

Qual é a origem da marca Gardhenal Skateboards , por acaso já chegou a tomar algum remédio gardenal ?

Um dia em uma mesa de bar tomando uma breja com um amigo , conversávamos sobre
nomes styles para uma marca e nenhum agradava .Foi quando lembrei

de um cara da minha área que não andava de skate mas  sempre me chamava de
Gardhenal pelo meu jeito de andar . Aí citei o nome na mesa e rachamos o bico ,ali
tinha nascido a Gardhenal Skates e eu nem sabia . Remédios ? Já tomei muitos…

O que você acha do mercado do
skate brasileiro atual ,quais poderiam ser as mudanças no skate,e porque o
skate não fica na mão de quem anda , pois somos nós que fazemos a cena do skate
acontecer , sem o skatista não existe mercado de skate  ?

Uma bosta …Quase não existe nenhuma marca 100% skate, assim como as lojas .O mercado
do skate hoje está em poder do surf , as grandes empresas que enxergaram ali um
caminho a ser trabalhado que por incompetência de nos skaters nunca foi
trilhado esse trabalho antes .

Não adianta falar que o skate tem que estar na mão de skatista se o skatista não
se preparou para isso .Quantos skaters você  conhece que terminou uma Faculdade? Não digo
que seja grande coisa isso, mas sim é necessário para a logística de uma
empresa .

Dividir tarefas , setores e responsabilidades e para tudo isso e preciso  de dinheiro  também . Vários fatores que
subtraem de nós o direito de tocar o que fazemos , inclusive a atitude !!!!
Porque será que eu mesmo sem dinheiro fiz a Gardhenal ????

Ragueb Rogério foto : Rodrigo Kbça

 

Desde que você entrou na divisão Vans Brasil , rolaram algumas demos dos gringos por
aqui , como Hosoy e Caballero , Jhonny Layton e Geoff Rowley ,como foi
essa interação com eles  ?

Foi uma boa experiência para ambos ,qual foi a
impressão que ficou disso tudo que ficou é que
Skate é universal , seu flip fala por você. Seu Grind mais ainda e como você as fazem é a
impressão que fica ,meu cartão de visita e andando conquistei o respeito deles .

 

Atualmente você alem de rider, é team-maneger da Volcom aqui no Brasil , como são essas responsabilidades
, quais são as ações da marca como demonstrações etc ?

Sim, até nisso sou abençoado pois estou conquistando um espaço em um novo mundo  e
continuar trabalhando com o Skate.

As responsabilidades que são fodas pois existem pessoas , famílias que dependem de
você e eu como skater que já se fodeu muito quero sempre melhor para gente. Cuidar
das bonificações , cotas de produtos e saber a hora certa de falar com cada um.  Isso é o mais importante ,têm tambem todo

envolvimento com a Volcom gringa , troca de material nosso com o deles já que
temos um time animal e muitos dos nossos skatistas trabalhados sua imagem  lá  na
America , boa estrutura de mkt e o Lokinho como fotografo , anúncios em todas
as revistas ,e várias  Tours .

Mas o que mais toma meu foco internamente mesmo
é o ” ANIMAIS NA PISTA ” pois envolve um planejamento junto a todos
os patrocinadores , mídias ,lojas , equipe , voos , hotéis , check list . Mas
vale a pena pois é um puta evento Classe A. Inscrição gratuita , premiação
arregada , muita zueira e ainda um role junto a equipe Volcom

 

De todos os lugares que você viajou na Europa , qual foi o lugar que aconteceu mais
doideiras , e qual foi o lugar com mais vibe  para andar de skate ?

Um lugar que aconteceu mais doideira ??? Difícil de dizer pois o acaso nos coloca em
situações doidas e não escolhe lugar e nem avisa (risos).

O que ainda motiva você andar de skate depois de 25 anos em cima do seu skate ?

 

Sentir o vento na minha  cara andando e pegando
muitos impulsos , descendo uma ladeira ou  numa linha de carving no Banks .
Ainda poder bater meu tail , flipar,gastar meus Indy’s no metal ou  concreto . Cair e sentir dor , raiva ,levantar,
xingar e ir fazer a mesma merda de novo. Até conseguir,superação  e  prazer…

E assim
toco minha vida ,tenho meu filho que é a  minha vida. Pago minhas contas e
nunca fiz questão de ninguém gostar de mim . Sempre fui ‘’eu’’, verdadeiro e o
que o skate me deu foram grandes amigos , irmãos , arapucas e diversão também.

E nessa faculdade
infinita, estou muito longe de me formar ainda, enquanto isso , sigo andando
 !!!!! 

 LOVE And Hate

Entrevista : Jorge Costa

 

 

 

 

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Stone Age Clip of the Week: Filipe Ortiz

Posted on 18 maio 2011 by Nakalada

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Entrevista : Heverton Ribeiro

Posted on 10 agosto 2010 by Nakalada

O Jovem fotografo Heverton Ribeiro é muito conceituado no mundo do skate brasileiro e americano .

Em alguns anos de trabalho Heverton , já tinha amadurecido no seu trabalho no mundo da fotografia digital.

Ele teve a oportunidade de aprender muito rápido , conheceu as pessoas certas como Otávio Neto e Shin Sikuma .

Focado no seu objetivo, e com sua câmera em punho,na época já contratado como fotografo da Revista Tribo Skate ele evoluiu.

Enquanto nós podemos imaginar que Heverton está indo numa direção , pode ter certeza que ele já está fazendo muito mais além doque imaginamos.

Quando já estava numa boa fase profissional no mercado do skate brasileiro , Heverton canalizou energia positiva em sua vida .

Foi quando foi escolhido para fotografar a tuor da Dvs Shoes no Brasil , ele ”sacou ”a oportunidade que vinha até ele naquele momento.

E não se intimidou com a responsabilidade  de trabalhar com um time de gringos, e a recompensa foi produzir a matéria inteira da tuor DVS na revista The Skateboard Mag.

Ele faz parte de uma nova era de profissionais , da fotografia digital , que talvez tenha ficado mais fácil, para ele mostra seu trabalho em qualquer lugar que ele possa estar, assim como sua mente para achar ângulos inusitados para fotografar.

Entrevista : Jorge Costa

Revisão : Giane Costa

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Heverton Ribeiro

 

JC:  Indo direto ao assunto, conte um pouco da sua história como skatista e de como  começou envolver-se com a fotografia, qual era o equipamento que usava no início ?

Heverton: Em 1987, eu estava passeando com minha mãe, e passei em frente uma loja de skate na Zona Leste de São Paulo. Entramos para perguntar o preço de um skate.   Mas era muito caro (risos), então ,voltei pra casa com uma única missão: montar meu skate.   Não importava o que acontecesse eu ia montar meu próprio skate.     Achei uma chapa de compensado de madeira, meu irmão mais velho tinha uns patins da topper. Aquele que é um tênis em cima de uma base de ferro parafusado (risos ). Então, pedi para   que ele me desse os patins,mas,  tive que fazer um skate pra ele (risos).   Serrei  o compensado no vizinho para cortar .  Cortei a base dos patins ao meio e parafusei no compensado sem lixa, depois pintei com spray vermelho, o skate ficou tão ruim e fino que nem dava pra pegar impulso, mais com esse skate aprendi a rodar 360 no chão, nessa época eu tinha 7 anos de idade.

Andei de skate direto quase todos os dias  de 1987 até 1999.   Nessa época fiz uma viagem para a Europa. Sozinho,  para a França, comprei uma câmera fotográfica num supermercado, uma Minolta que era a prova d’água.    Eu a usei  durante toda a viagem e mais uns dois anos.

Depois comprei uma máquina semi- profissional da Cannon ,com uma pequena lente comecei a fotografar com ela,  alguns aniversários de criança e jogos de futebol amadores, assim, além de aprender mais, ainda conseguia fazer algum dinheiro pra comprar outros equipamentos.

Bob Burnquist foto: Heverton Ribeiro

JC:Você apareceu lá na Tribo , quando a sede era em Santana, nesta época você buscava alguma coisa especifica? O que rolava naquela época?

Heverton:  Quando comecei a fotografar  e depois ao ir  à revista  Tribo, já estava sábio (já estava consciente do que sabia). Eu queria ser fotógrafo , e  nada ia me  desviar do meu   objetivo. Pois, nessa época, já tinha  um filho pra sustentar ,então não podia ser mais uma brincadeira pra ver o que ia acontecer.

JC:Você teve uma experiência  fazendo alguma escola técnica de fotografia? Ou fazia fotos de casamento e andava de skate  e resolveu tornar-se fotografo  ?

E: Não, nunca fiz  curso em nenhuma escola técnica, nem fotos de casamento, mas, isso porque não tinha nenhum contato com ninguém na área fotográfica. Pois, se tivesse que fazer isso pra aprender mais, não iria me importar de forma alguma.

 JC: Quais foram suas influências fotográficas? Existe o desejo de   moldar seu trabalho diário em cima das pessoas que  influenciam  sua maneira de fotografar,  e  consequentemente   fazer exatamente igual ao  que você viu impresso no trabalho de alguém?

Giancarlo Naccarato Foto: Heverton Ribeiro

Heverton: Eu gosto muito das fotos do Brian Gaberman, e posso considerar ele como uma influência no meu trabalho,  tive o prazer de trabalhar com ele na Skateboarder Mag, e ele me ajudou muito no começo.  Eu curto muito olhar o trabalho de outros fotógrafos,pois, sempre aprendo alguma coisa, mais nunca tentei fazer uma foto igual, a de outro fotografo, pois sempre tive em mente criar uma personalidade fotográfica diferenciada.

Danny Way foto : Heverton Ribeiro

JC: Na fase que você veio para Revista Tribo Skate, você já era capaz de visualizar seu trabalho numa fase de evolução? Com seu amadurecimento precoce sentia firmeza em cima do que estava fazendo? 

Heverton: Quando comecei na revista Tribo tudo era novidade, então sempre ficava atento a tudo que estava acontecendo, fazia muitas perguntas para o Shin Sikuma e para o Otavio Neto, e eles sempre me ensinaram muito. Nessa época, eu já tinha uma boa noção, do que estava fazendo,  mas ainda era uma fase de aprendizado, e de testar os flashs e a luz. Além disso,  naquele  tempo, tudo era feito em filme, então, a margem de erro tinha que ser a mínima possível.

 JC: Você curtia usar velhos equipamentos para aperfeiçoar sua técnica? Eu li recentemente que o skatista  Alex Olson , usa uma Nikon FM 2  até os dias de hoje, ele não gosta muito de digital. Existe um divisor de águas em cima do equipamento analógico e do digital? Você acredita que seria capaz de evoluir tão rápido se tivesse na era analógica, ou isso não influencia?

Heverton: Quando comecei a fotografar tudo era feito em filme, e isso me fez aprender realmente a fotografar da maneira certa, me  ensinou a ter certeza do resultado que queria,  quanto a luz e as cores de uma forma  diferente para cada foto.  Trabalhei com filme no começo por 4 anos, até que comprei minha primeira câmera digital, pois isso era fundamental para a  revista e para o trabalho fluir de maneira mais rápida em viagens. Com a digital consigo aperfeiçoar pequenos detalhes, e posicionar os flashs alguns centímetros para cima ou para o lado e assim eliminar alguma imperfeição. O grande lance da digital é você poder ver a foto na hora, isso facilita muito pra quem não sabe fotografar muito bem ainda. Pois, o cara pode refazer a luz muitas vezes até a foto ficar boa. Mas essa é a diferença de quem aprendeu a fotografar com filme. Quem fotografa com a analógica, quando chega no pico já sabe o que vai fazer. E não fica ali fazendo um monte de foto pra salvar uma, que esteja com a luz e o foco perfeitos.

Adam

Adam

  JC: Você obteve retorno profissional internacional ,quando rolou uma tour com os caras da Dvs Shoes no Brasil ? Esse foi o seu  primeiro passo para carreira internacional , conte  para nós, como  foi  esse inicio. E  a matéria com suas fotos na The Skateboard Mag?

Heverton: Quando  a DVS veio ao Brasil, eu fui chamado para fazer somente uma entrevista paralela com o Daewon Song e nada mais. Como ele teve alguns problemas pessoais  acabou não vindo ao Brasil, então fiquei meio perdido, pois não tinha o que fazer. Mesmo assim, resolvi fazer algumas fotos com os outros integrantes da DVS que estavam por aqui.  Pois, só iria ficar com os caras  em tour, os dois   primeiros dias. Então fizemos algumas fotos e quando  voltamos ao hotel, eu fui direto tratá-las e chamei a galera para vê-las depois disso. Aproveitei para mostrar mais algumas feitas por mim,   do Bob Burnquist, Danny Way e de outros alguns grandes nomes do skate. Os caras curtiram as fotos que tínhamos feito e virou hábito  toda noite o pessoal  se reunir no meu quarto para escutar musica e ver as fotos. Só que eu tinha que ir embora no terceiro dia, porque o Giovanne Reda  iria assumir o restante da tour. Nesse meio tempo o time  da DVS se reuniu e me perguntou se eu queria assumir toda a tour  com eles,  fazendo as fotos pra a revista The Skateboard Mag. Eu aceitei.Fiz todas as fotos para matéria  que saiu com um DVD encartado , distribuído para o mundo todo. Uma coisa muito importante foi  que quando a turnê acabou, eles me chamaram para fazer parte da equipe como fotografo, dessa maneira  surgiu, então, meu patrocínio com a DVS.

Bruno Passos foto: Heverton Ribeiro

  JC: Foi quando você começou  a trilhar carreira internacional certo? E como foi seu inicio nos EUA,  sua adaptação com as marcas e os skatistas gringos? Como fazia para interagir com eles embora você não soubesse falar inglês,   e no entanto, tinha que fotografar o Cristian Hosoy e Daewon Song. Fale sobre  essa experiência incrível.

Heverton: Na  verdade quando a DVS veio ao Brasil eu já tinha colocado algumas fotos na The  SKATEBOARD MAG,  porque algum tempo antes, tinha feito minha  viagem   para Califórnia, vou quando comecei a treinar meu inglês.

Conheci o Brian Gaberman e conversava sempre com ele por e-mail, só que como  o cara  foi trabalhar na Element ele  me passou o contato do editor da Skateboarder o Jaime Owens. Então passei a falar com o editor, o cara acabou colocando algumas fotos minhas na revista,  mesmo eu não estando nos EUA. A primeira página dupla que saiu foi um fs lipslide do Fabio Sleiman num corrimão azul em Los Angeles, que foi usada no índice da revista .

Depois com o fim da tour da DVS, acabou que  eles me convidaram para ir para Los Angeles, fazer a entrevista com o Daewon Song que por sinal  morava perto da casa do TRHONN  amigo meu. Logo depois, de conhecê-lo   fizemos as fotos  que terminaram por ser usadas na campanha DVS, Matix e Almost.

O Hosoy, eu já conhecia através do Genovesi, que frequentava a mesma igreja.

Também fiz a primeira session com  o Hosoy que  foi muito boa. Aí foi automático a gente começar a fazer fotos  toda semana, foi quando eu comecei a fotografar para a marca Hosoi Skates.   As fotos  saíram em muitos lugares, em  pôsters e estampadas em shapes da Hosoi e na Pocket Pistol.

Nessa época eu já estava bem familiarizado com o jeito de trabalhar dos americanos, pois, já morava em Los Angeles por bastante tempo. Trabalhei  para a Hurley , Volcom, Red bull, Almost e Matix, DVS, Nike Sb, Royal Trucks, Ogio, S-One e Stereo Skateboards, então, acredito que meu relacionamento com as marcas americanas  e com os skatistas seja muito bom.

Fábio Sleiman foto : Heverton Ribeiro

JC: Você lançou seu primeiro livro, e vem vindo outro, conte como foi sua experiência, quem elogiou lá fora, e porque vem vindo outro tão rápido ?

Heverton: Eu lancei o meu livro com nome SAMPLE em setembro de 2009, na cidade Los Angeles. A exposição foi na skatepark da Hurley em Costa Mesa.O livro é um projeto limitado de 200 edições que podem ser customizadas de acordo com o gosto de cada um, você pode escolher a capa fosca ou brilhante, gramatura do papel essas coisas.

Graças a Deus,  bastante gente elogiou. Caras influentes como Grant Brittain, Dave Swift que são os editores chefes da Theskateboard Mag, o Atiba Jefferson, o Paul Rodrigues,  Eric  Koston,Mike Carroll o Giovane Reda, o Jaime Owens da Skateboarder que fez a apresentação do livro, o Daewon Song,  Hosoi,  Chico Brenes ,Rodrigo TX ,Gerdal e Genovesi, Bob Burnquist e mais uma galera elogiou, graças a Deus .

O livro novo chega até o final do ano, mais esse  ainda esta em andamento, por isso, prefiro falar dele somente quando ele estiver pronto.

JC: Quais skatistas que você mais curtiu fotografar lá fora? E a quem gostaria de fotografar que ainda não o fez? Quais seriam suas novas metas ?

Heverton: Gostei muito de fotografar vários eskatistas como: Bob Burnquist, Danny Way,  Daewon Song, Hosoi, Rob Gonzales e Eric Koston  ,Steve Alba, Torey Pudwill, Zered Basset ,Chico Brenes,Kristian Bonholt , Leo Romero e Danny Montoya.   Ainda tem uma galera que eu quero fotografar …

Mauricio Fratea” Bozo ”

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Vídeos: Maloof Money Cup

Posted on 09 agosto 2010 by Nakalada

 

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Felipe Ortiz na Tensor Trucks

Posted on 09 abril 2010 by Nakalada

Felipe Ortiz

O curitibano Felipe Ortiz , sobrevoa os gabs e transições de eixo Tensor , bem pouco mais de 03 anos atrás ,ele já estava colocando seu nome na boca de muita gente aqui no Brasil.

Pois quando isso acontece, geralmente o cara está destacando muito em cima dos demais , a praça CWB foi uma grande escola para o jovem, base para ele se jogar nos barrancos da américa.

Nesta época Felipe Ortiz, fez sua primeira viagem conturbada para américa ,nesta época ele foi com a indicação da Volcom e Dvs Shoes (Brasil) para filmar e fotografar e colher material para uma entrevista .

Ele acabou ficando por lá, e mudando o curso da sua istória do geito que gostaria,pois conseguiu construir sua imagem no mercado concorrido americano , e bombar com novos patrocinios,assinando com a Blind Skateboards, e  agora alguns mêses com Tensor Trucks .

Este eixo foi desenhado pelo Rodney Mullen , o skatista matemático , que inventou a maioria das manobras existente no street  moderno .

Parabens Felipe Ortiz , por ser um skatista determinado, e ser mais um nome forte na américa , que veio do Brasil .

- Jorge Costa

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